MADRID 26 fev. (EUROPA PRESS) -
Um tribunal da capital francesa, Paris, condenou Brahim Aouissaoui, autor confesso do ataque com faca ocorrido em outubro de 2020 em uma basílica na cidade de Nice e no qual três pessoas foram mortas, à prisão perpétua sem liberdade condicional.
Aouissaoui foi julgado sob a acusação de assassinato e tentativa de assassinato em conexão com uma organização terrorista depois de ter esfaqueado um paroquiano, um sacristão e uma freira na basílica de Nice no final de 2020, de acordo com a emissora francesa BFMTV.
O jovem de origem tunisiana foi responsável pelo assassinato de Nadine Vincent, 60 anos, que foi decapitada, do franco-brasileiro Barreto Silva, que foi esfaqueado várias vezes, e do sacristão Vincent Loquès, cuja garganta foi cortada.
A promotoria havia solicitado a sentença máxima, argumentando que o agressor continuava a "instilar medo" e, sem dúvida, "continuaria sua jihad". O tribunal, por sua vez, levou em conta não apenas a gravidade do triplo assassinato, mas também o nível de violência.
Aouissaoui se declarou culpado das acusações na segunda-feira, embora tenha afirmado anteriormente que não se lembrava do que havia acontecido devido a episódios de "amnésia". O autor do crime, nascido na Tunísia, disse que seu objetivo era "vingar os muçulmanos mortos por ocidentais".
"Não sou um terrorista, sou um muçulmano", disse Aouissaoui em árabe durante a audiência de segunda-feira, quando enfatizou que "a cada dia que passa, um muçulmano morre" e acusou o Ocidente de estar por trás dessas mortes e de agir sem empatia. "O Ocidente mata com impunidade", argumentou.
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