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MADRID 25 mar. (Portaltic/EP) -
O investimento em automação visa melhorar a eficiência e a produtividade das empresas, mas seu impacto no emprego atualmente se traduz na reestruturação das tarefas, com uma substituição de trabalhadores ainda limitada.
A Geração Z é o grupo que demonstra maior preocupação com o impacto da inteligência artificial e da automação no emprego. 22,7% dos jovens temem ser substituídos por essas tecnologias, um número superior ao dos millennials (20,5%), da Geração X (17,2%) e dos baby boomers (13,1%), de acordo com o relatório “Tendências em Automação” elaborado pela Experis.
Apesar da preocupação gerada pelo avanço da inteligência artificial, os dados do estudo indicam que a automação não está eliminando empregos de forma generalizada, mas sim reconfigurando tarefas e transformando as funções profissionais.
Nesse sentido, a Experis cita diversas análises que apontam que a automação atual é aplicada para melhorar processos e absorver tarefas repetitivas ou administrativas. Mesmo em setores altamente automatizados, os avanços na IA agênica ainda requerem supervisão humana.
Além disso, a automação está se consolidando como uma prioridade estratégica para empresas em todo o mundo. De acordo com o relatório, 61% das empresas planejam aumentar seus investimentos em automação nos próximos doze meses, impulsionadas pela busca por maior eficiência, produtividade e capacidade de análise de dados.
O interesse é especialmente acentuado em setores altamente digitalizados. As empresas de serviços de comunicação lideram essa tendência, com 71% prevendo aumentar seus investimentos, seguidas de perto pelas empresas de tecnologia e TI (70%) e pelo setor financeiro e imobiliário (67%).
O tamanho da organização também influencia o ritmo de adoção. As grandes empresas são as que apostam mais claramente nesse tipo de tecnologia: 68% das empresas com mais de 5.000 funcionários planejam aumentar seus investimentos em automação.
No caso das pequenas empresas, o relatório aponta que o avanço é mais lento, embora bastante positivo, já que 58% também prevêem destinar mais recursos a essas soluções.
UMA SUBSTITUIÇÃO LIMITADA DE TRABALHADORES
O relatório também mostra que a substituição direta de funcionários por sistemas automatizados continua sendo relativamente baixa. Entre as empresas que utilizam serviços terceirizados, apenas 14% substituíram trabalhadores temporários por soluções automatizadas.
Além disso, essa tendência concentra-se em organizações de maior porte. Nenhuma empresa com menos de 10.000 funcionários declarou ter substituído pessoal externo por automação, o que indica que a implantação dessas tecnologias ainda coexiste com modelos tradicionais de organização do trabalho.
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