Publicado 22/07/2026 09:26

A AUC manifesta satisfação com o projeto de lei sobre o tabaco, mas alerta contra sua promoção em séries e filmes

Archivo - Arquivo - Sedentarismo, homem assistindo televisão
LAZY_BEAR/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 22 jul. (EUROPA PRESS) -

A Associação de Usuários da Comunicação (AUC) avaliou positivamente a aprovação, pelo Conselho de Ministros e em segunda votação, do projeto de lei sobre o tabaco, embora tenha alertado que, “atualmente, a principal promoção do consumo de tabaco ocorre por meio de filmes e séries”.

Nesses meios audiovisuais, “esse consumo aumentou notavelmente, especialmente entre os protagonistas mais jovens, o que gera um efeito de atração”, explicou a associação, acrescentando, no entanto, que essa norma amplia as restrições à publicidade do tabaco em meios eletrônicos para dispositivos eletrônicos e produtos relacionados, as quais “serão aplicadas em todos os meios e suportes, incluindo máquinas de venda automática, internet, qualquer forma de promoção direta ou indireta e nos pontos de venda”.

Além disso, a AUC destacou que, no caso dos meios de comunicação e serviços audiovisuais, não será permitido transmitir programas, vídeos ou imagens nos quais apresentadores, colaboradores ou convidados apareçam fumando, consumindo ou exibindo produtos do tabaco, dispositivos para seu consumo ou produtos relacionados, nem mencionem ou mostrem, direta ou indiretamente, marcas, nomes comerciais, logotipos ou outros sinais identificativos associados a esses produtos.

ESPERA QUE A TRAMITAÇÃO PARLAMENTAR TRAZHA MELHORIAS

Nesse sentido, a AUC demonstrou “satisfação” com a aprovação desse texto, embora tenha manifestado sua esperança de que, durante a tramitação parlamentar, algumas das restrições propostas sejam completadas. De qualquer forma, em sua forma atual, “amplia as áreas livres de fumo para terraços, praias e outros espaços ao ar livre” e “inclui a proibição expressa do consumo por menores de idade”.

Além disso, comemorou que o projeto representa um passo à frente “para proteger melhor a saúde da população, prevenir o início do consumo e avançar rumo a gerações livres do tabaco”. No entanto, ele deu “ênfase especial” ao caso dos usuários de cigarros eletrônicos, já que, de acordo com a última “Pesquisa sobre o Uso de Drogas no Ensino Médio na Espanha” (ESTUDES), referente a 2025, 49,5% das pessoas entre 14 e 18 anos afirmam já ter experimentado cigarros eletrônicos pelo menos uma vez.

Por esse motivo, é necessário “evitar que o design e as cores dos vaporizadores possam constituir um elemento de atração para menores e adolescentes”. Assim, ele solicitou “especialmente” que sejam proibidos “formatos que imitem outros objetos ou que apresentem figuras de mascotes e personagens de animação”, e lembrou que “além de conterem ou não nicotina, o uso dos vaporizadores acarreta muitos outros problemas de saúde, como os respiratórios relacionados aos aerossóis”.

Para concluir, e após avaliar “muito positivamente” a retomada do Observatório para a Prevenção do Tabagismo, extinto em 2014, cujas funções incluirão propor iniciativas, programas e atividades para cumprir os objetivos da lei, defendeu a inclusão, nesse órgão, de organizações de defesa dos consumidores e usuários.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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