Publicado 14/05/2026 04:31

Atualmente, 82% das organizações na Espanha contam com um diretor de IA, contra 22% há um ano

Recurso de empresas
UNSPLASH/ISRAEL ANDRADE

MADRID 14 maio (Portaltic/EP) -

88% dos CEOs espanhóis consideram que a inteligência artificial (IA) autônoma é um elemento-chave para sua estratégia empresarial, o que os levou a contratar um diretor de IA para gerar um maior impacto em toda a organização.

À medida que a IA se torna cada vez mais comum nas empresas, os CEOs estão sujeitos a uma pressão crescente para repensar como funcionam as equipes de gestão, como as decisões são tomadas e como as organizações estão estruturadas.

Esse contexto, analisado pelo Institute for Business Value da IBM, impulsionou a criação do cargo de diretor de inteligência artificial (Chief Artificial Intelligence Officer, CAIO), que já está presente em 82% das organizações espanholas, contra 22% previstas para 2025. Esse dado é superior aos 76% observados globalmente.

Entre as organizações que contam com um CAIO, os CEOs em nível mundial e na Espanha esperam que a influência desse cargo aumente até 2030, assim como a influência de todos os membros da equipe de gestão.

Da mesma forma, as organizações em todo o mundo que adotaram uma abordagem centrada na IA ao formar sua equipe de direção lançaram 10% mais iniciativas relacionadas a essa tecnologia em toda a empresa do que suas contrapartes.

Esses dados constam do estudo anual da IBM sobre CEOs, no qual participaram 2.000 diretores executivos de todo o mundo, inclusive da Espanha, país onde 60% dos CEOs afirmam se sentir à vontade para tomar decisões estratégicas importantes com base em informações geradas pela IA, contra 64% dos CEOs em todo o mundo.

Da mesma forma, 88% dos CEOs espanhóis concordam que a soberania da IA é essencial para a estratégia empresarial, em comparação com 83% globalmente, o que aponta para a importância de se contar com controles adequados à medida que a IA adquire um papel cada vez mais relevante no âmbito empresarial.

Os CEOs entrevistados na Espanha afirmam que apenas 25% da força de trabalho utiliza a IA regularmente como parte de seu trabalho — um número quase idêntico à média internacional de 25% —, apesar de 83% acreditarem que seus funcionários possuem as habilidades necessárias para colaborar com a IA (86% globalmente).

Até 2030, os CEOs entrevistados na Espanha prevêem que 47% das decisões operacionais (48% globalmente) nas quais seja possível codificar a coerência e os limites de segurança serão tomadas pela IA sem intervenção humana, contra os atuais 23%.

Além disso, 80% dos executivos espanhóis confirmam que estão descentralizando a tomada de decisões e distribuindo a responsabilidade à medida que a IA assume um papel mais importante em toda a empresa; uma tendência que se reflete de forma quase idêntica globalmente, com 79%.

APOSTA NAS PESSOAS PARA IMPULSIONAR A IA

O estudo também revela que, para 85% dos CEOs na Espanha, o sucesso da IA depende mais da adoção por parte das pessoas do que da tecnologia, uma visão compartilhada por 83% dos CEOs em nível global

Entre 2026 e 2028, os entrevistados em nível nacional prevêem que 28% dos funcionários precisarão de requalificação para desempenhar uma função diferente e que 51% precisarão aprimorar suas competências para desempenhar sua função atual de forma mais eficaz (números muito semelhantes aos 29% e 53% registrados, respectivamente, em nível mundial)

Globalmente, as organizações que redesenharam cinco áreas-chave de negócios — tecnologia, finanças, recursos humanos, operações e colaboração interfuncional — têm quatro vezes mais chances de ter cumprido seus objetivos empresariais.

87% dos CEOs espanhóis afirmam que as funções de liderança em matéria de talento e tecnologia estão convergindo, o que sugere uma integração mais estreita entre talento, tecnologia e estratégia empresarial, superior à média global de 77%.

O AUMENTO DA INFLUÊNCIA DO DIRETOR DE RH

“Os dados deste relatório confirmam que a inteligência artificial já é uma realidade operacional nas empresas e que os CEOs espanhóis decidiram liderar essa mudança, assumindo a necessidade de sair de sua zona de conforto”, indicou a Managing Partner da IBM Consulting, Ana Gobernado.

Para esta executiva, “o fato de 88% considerarem a IA soberana como elemento estratégico demonstra que eles compreenderam algo fundamental: ter o controle dos dados e dos modelos não é incompatível com a inovação. Pelo contrário, é isso que lhes dá segurança para assumir riscos e agir com agilidade. Ao mesmo tempo, a consolidação da figura do diretor de IA em 82% das nossas organizações reflete precisamente esse salto de maturidade".

Por outro lado, Gobernado ressalta que “já não estamos falando de provas de conceito nem de IA de consumo, mas de IA empresarial voltada para redesenhar processos do início ao fim para materializar resultados tangíveis nos negócios”, o que “evidencia que o verdadeiro desafio não é tecnológico, mas cultural”.

Por isso, ele destacou que a influência dos diretores de recursos humanos (CHRO) “será mais decisiva do que nunca”. De acordo com os dados do estudo, para 66% dos CEOs entrevistados na Espanha, sua influência aumentará nos próximos anos, um número que supera a média mundial, situada em 59%.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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