MADRID 2 jun. (EUROPA PRESS) -
Ativistas do Greenpeace roubaram a estátua de cera do presidente francês Emmanuel Macron do Museu Grévin, em Paris, na segunda-feira, e a colocaram em frente à embaixada russa para protestar contra as relações comerciais da França com a Rússia.
"Três anos depois que a Rússia lançou sua invasão à Ucrânia, a França continua a financiar a guerra de Putin por meio de importações. O Greenpeace denuncia essa colaboração que enriquece um regime autoritário e ameaça a segurança europeia", disse o Greenpeace França em várias mensagens publicadas nas mídias sociais.
Nesse sentido, criticou que a "política energética francesa está em total contradição" com os compromissos assumidos com as autoridades ucranianas. "Se a França não pressiona por sanções europeias contra o gás russo, é em parte para proteger os lucros da Total Energies e não no interesse geral", acrescentou.
O Greenpeace também denunciou que, apesar do apoio a Kiev, as importações francesas de gás russo em 2024 aumentaram 80%, enquanto a França "foi o principal importador europeu de gás natural liquefeito russo" no ano passado.
A ONG também criticou o setor nuclear francês por "trabalhar em estreita colaboração com a Rosatom", uma empresa estatal russa. "A França é 100% dependente da Rússia para a conversão de seu urânio reprocessado", afirmou.
O Greenpeace disse que "as importações de fertilizantes químicos russos para a França aumentaram 86% desde 2021". Por isso, instou Paris a "interromper suas negociações com Moscou e se comprometer com a transição ecológica para alcançar a verdadeira soberania energética e agrícola", disse.
Os ativistas desfraldaram uma faixa com a mensagem "A Ucrânia queima, os negócios continuam" e jogaram notas no ar para denunciar as transações francesas com Moscou. Eles também colocaram três placas de trânsito no chão, simbolizando gás, urânio e fertilizantes químicos.
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