SOLSTOCK/ISTOCK - Arquivo
MADRID 25 jun. (EUROPA PRESS) -
Até 45% da população com idade entre 20 e 50 anos sofrem de sintomas associados a um distúrbio digestivo funcional (DDF), como gases, inchaço e dor abdominal e problemas com o trânsito intestinal, mas convivem com eles durante anos, explica Alicia Salido, chefe do Serviço de Nutrição da Clínica Neogenia e especializada em microbiota.
Mas, além disso, diz ela, há outros sintomas, como fadiga crônica, falta de energia, dores de cabeça e até mesmo intolerâncias alimentares que aparecem de repente e que eles não sabem o que culpar.
Por trás deles, aponta a especialista, pode estar a microbiota intestinal e, especificamente, o que é conhecido como disbiose. "A microbiota é um conjunto de microrganismos vivos que vivem em nosso corpo, e a maioria deles está no intestino. Hoje, ela é considerada outro órgão, e seu equilíbrio é fundamental para a saúde digestiva. Quando esse equilíbrio é perturbado, ocorre a disbiose e, com ela, a DDP", diz ele.
É fundamental saber que os distúrbios digestivos funcionais não afetam apenas pacientes com patologias prévias, como obesidade (41%), diabetes (44%) ou fibromialgia (93%), mas também pessoas aparentemente saudáveis (20%).
Além disso, eles podem aparecer por vários motivos: os principais fatores desencadeantes são estresse, ansiedade e depressão, seguidos por uma dieta desequilibrada, falta de sono e estilo de vida sedentário, uso de medicamentos, envelhecimento e menopausa e constipação crônica.
Uma das funções mais importantes da microbiota é ser a barreira intestinal, ou seja, permitir que os nutrientes passem para o sangue. Com a disbiose ou o desequilíbrio, o intestino se torna mais permeável e permite maior passagem de alérgenos ou toxinas para o sangue. Essa situação também ativa o eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA) com a consequente produção de cortisol que, por sua vez, leva ao aumento do bloqueio do intestino.
"Sabe-se que a passagem do tempo também afeta a saúde da microbiota", diz Salido, que ressalta que estudá-la pode ser fundamental para promover o envelhecimento saudável. O objetivo é obter uma microbiota equilibrada porque "ela não apenas melhora a digestão, mas também fortalece o sistema imunológico, reduz a inflamação crônica e pode influenciar a longevidade".
O QUE FAZER SE VOCÊ TIVER ESSES SINTOMAS?
Ao se deparar com esses sintomas comuns, é essencial consultar um médico digestivo e um nutricionista especializado em PDT e microbiota, pois a solução não envolve eliminar alimentos por conta própria ou seguir dietas da internet, que podem agravar o problema.
A especialista lembra que é recomendável uma dieta personalizada, saudável e equilibrada, que restaure a microbiota e a leve de volta a um estado de equilíbrio. Para isso, deve-se seguir uma dieta personalizada e adaptada às necessidades de cada paciente, além de praticar exercícios físicos regularmente e trabalhar no controle do estresse e no estilo de vida, que são fundamentais para a recuperação.
"Não se trata apenas de aliviar os sintomas, mas de encontrar a base do problema e retornar o intestino ao seu estado natural de equilíbrio (eubiose) para evitar problemas futuros e melhorar a qualidade de vida", conclui Salido.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático