Publicado 03/03/2026 13:47

A Associação de Patologia Cervical e Colposcopia ressalta que um resultado positivo para o HPV não significa que a pessoa terá cânce

Archivo - Arquivo - O ginecologista segura um frasco para o exame de Papanicolaou nas mãos.
RABIZO/ SALUDORRIBUS - Arquivo

MADRID 3 mar. (EUROPA PRESS) - A Associação Espanhola de Patologia Cervical e Colposcopia (AEPCC) lembrou que um resultado positivo para o vírus do papiloma humano (HPV) não significa que se tenha câncer ou que se venha a desenvolver, além de não implicar necessariamente uma infecção recente ou infidelidade.

Por ocasião da celebração, nesta quarta-feira, 4 de março, do Dia Internacional de Conscientização sobre o HPV, esta sociedade científica preparou um manifesto, através do qual destacou que este é extremamente frequente. A maioria das pessoas sexualmente ativas pode contraí-lo em algum momento da vida. Conforme apontado pela AEPCC, o HPV não faz distinção entre gêneros, idade ou orientação sexual, além de poder permanecer latente por anos e ser detectado muito tempo após o contato inicial. A maioria das infecções é eliminada espontaneamente graças ao sistema imunológico, pelo que apenas uma pequena percentagem persiste, razão pela qual existem programas de rastreio e acompanhamento. DETECTÁ-LO É UMA OPORTUNIDADE

Detectá-lo não é uma condenação, continuou esta associação que, pelo contrário, considera que é uma oportunidade. Nesse sentido, indicou que, em alguns casos, se a infecção persistir, pode causar lesões pré-malignas que, com o tempo, podem evoluir para câncer do colo do útero (cérvix), vulva, vagina, ânus, pênis ou orofaringe.

Nesse contexto, a AEPCC explicou que o HPV também pode causar verrugas genitais e, em raras ocasiões, papilomatose respiratória recorrente. Na Espanha, todos os anos milhares de pessoas recebem um diagnóstico relacionado e cerca de 3.200 casos de câncer por ano estão associados, muitos dos quais podem ser prevenidos.

Dispomos de três ferramentas fundamentais, continuou esta organização, que especificou serem a vacinação, segura e eficaz; a participação em programas de rastreio, que permitem detectar lesões antes que estas progridam; e o tratamento de lesões pré-malignas, evitando a sua evolução. Aprofundando o rastreio, que conta com pouca participação em algumas comunidades autónomas, afirmou que este salva vidas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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