Publicado 17/07/2026 10:32

A Associação de Pacientes com DPOC comemora o financiamento do primeiro tratamento biológico para essa doença na Espanha

Archivo - Arquivo - Homem com DPOC, oxigênio, respirar
WWING/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 17 jul. (EUROPA PRESS) -

A Associação de Pacientes com DPOC (APEPOC) manifestou sua satisfação com a aprovação do financiamento público do primeiro tratamento biológico contra a doença pulmonar obstrutiva crônica na Espanha, o que foi qualificado como uma “notícia histórica”.

Por meio de um comunicado assinado pela porta-voz da organização, Nicole Hass, a própria comemorou essa decisão tomada durante a última reunião da Comissão Interministerial de Preços de Medicamentos (CIPM), órgão que, portanto, autorizou essa medida em relação à nova indicação do ‘Dupixent’, cuja molécula é o dupilumab.

Mais especificamente, a referida indicação destina-se a “pacientes com DPOC grave e evidência de inflamação do tipo 2 (elevação de eosinófilos) que, apesar de receberem o tratamento inalatório recomendado, continuam sofrendo exacerbações frequentes e uma deterioração significativa de sua qualidade de vida”, esclareceu a APEPOC, que expressou seu “mais sincero agradecimento” a “todas as pessoas, entidades e instituições que contribuíram” para este “passo histórico para os pacientes com DPOC na Espanha”.

“Agradecemos aos pacientes e familiares, que levantaram a voz durante todos esses meses para reivindicar mais opções terapêuticas; aos profissionais de saúde e sociedades científicas, que apoiaram essa necessidade clínica; aos representantes institucionais e agentes sociais, que nos ouviram e apoiaram; e, também, aos meios de comunicação, que ajudaram a dar visibilidade à realidade da DPOC e à necessidade de continuar avançando em seu tratamento”, continuou.

ESTA TERAPIA NÃO SUBSTITUI OS INALADORES ATUAIS

Na opinião desta associação, essa medida “representa uma verdadeira mudança de paradigma no tratamento da DPOC” e “abre uma nova etapa de esperança para milhares de pacientes”. De qualquer forma, ela ressaltou que “esse tratamento não substitui os inaladores atuais, mas se incorpora como uma nova ferramenta terapêutica para os pacientes que mais precisam dele e que, até agora, contavam com opções limitadas”.

Nesse sentido, explicou que essa nova terapia atua sobre mecanismos biológicos envolvidos na doença e contribui para reduzir as exacerbações, que representam “um dos principais fatores associados à deterioração progressiva da função pulmonar, às hospitalizações e à mortalidade”.

Após informar que “ainda é preciso concluir os últimos trâmites administrativos” para a incorporação definitiva desse tratamento ao Sistema Nacional de Saúde (SNS), ele lembrou que, “até hoje, mais da metade dos pacientes graves continuava sofrendo exacerbações e precisando recorrer ao pronto-socorro, apesar de usarem corretamente seus inaladores”.

Por fim, e após a APEPOC enfatizar que essa inovação terapêutica também “melhora a capacidade pulmonar” dos pacientes com DPOC, a associação expressou seu “agradecimento” também “ao Ministério da Saúde e à CIPM”, por “terem tornado possível esse avanço”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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