Publicado 22/04/2026 07:59

A Associação Espanhola de Vacinologia lança uma campanha para combater a desinformação sobre a vacinação

Desmascara boatos como a suposta relação entre vacinas e autismo

Imagem da campanha.
AEV

MADRID, 22 abr. (EUROPA PRESS) -

A Associação Espanhola de Vacunologia (AEV) lançou uma nova campanha de conscientização com o objetivo de desmentir alguns dos mitos mais difundidos nos últimos anos sobre a vacinação, como a suposta relação entre vacinas e autismo ou a crença de que as vacinas contra a COVID-19 afetam a fertilidade.

Por ocasião da Semana Mundial da Imunização, que acontece de 24 a 30 de abril, a AEV lançou esta campanha com o objetivo de aumentar a confiança da população nas vacinas. Sob o lema “Caçando boatos”, a Associação quer contribuir para conter a desinformação e as “fake news”, e promover o acesso a informações rigorosas e baseadas em evidências científicas.

“Infelizmente, nos últimos anos, temos visto como as informações falsas sobre vacinas se espalharam rapidamente, especialmente no ambiente digital e nas redes sociais. Com esta iniciativa, queremos ajudar a população a identificar esses boatos e desmontar essas mensagens falsas que podem ter um impacto direto na percepção social das vacinas e nas taxas de cobertura vacinal”, explicou o presidente da AEV, Jaime Pérez.

AS VACINAS NÃO CONTÊM MICROCHIPS

A campanha, que será divulgada ao longo desta semana nas redes sociais, aborda algumas das afirmações sem base científica que mais se repetiram nos últimos anos, como a suposta relação entre vacinas e autismo, “uma ligação que foi categoricamente descartada pela evidência científica após inúmeros estudos internacionais”, esclarece a Associação.

Da mesma forma, a campanha desmente outros boatos frequentes, como o de que as vacinas contra a COVID-19 possam causar infertilidade, conter substâncias perigosas ou alterar o DNA. Conforme lembra a AEV, as evidências científicas demonstraram que não existe nenhum componente nessas vacinas que afete a fertilidade e que as vacinas de RNA mensageiro não interferem no material genético.

Também são abordadas outras afirmações falsas, como a de que as vacinas contêm grafeno ou microchips, ou que podem causar doenças como o câncer. Nesse sentido, a associação ressalta que essas teorias não têm qualquer respaldo científico e que os componentes das vacinas são públicos, estão regulamentados e foram avaliados por organismos internacionais.

COMBATER A DESINFORMAÇÃO PARA PROTEGER A SAÚDE PÚBLICA

A AEV lembra que a desinformação pode influenciar a tomada de decisões em saúde e, consequentemente, afetar negativamente a cobertura vacinal. Por isso, insistem na importância de consultar e recorrer a fontes confiáveis e baseadas em evidências científicas.

“Nós, profissionais de saúde, temos um papel fundamental como agentes no combate às notícias falsas. É fundamental transmitir informações verdadeiras e acessíveis que permitam à população tomar decisões informadas sobre sua saúde”, afirmam na Associação Espanhola de Vacinologia.

Além disso, a campanha “Cazando bulos” também dá nome a uma nova seção criada no site da AEV, na qual já se começou a compilar algumas das notícias falsas desmentidas nos últimos anos pela associação. "Cazando bulos" insere-se nas ações de conscientização e sensibilização que a AEV promove continuamente para divulgar o conhecimento sobre vacinas tanto entre profissionais de saúde quanto na população em geral, como é o caso da campanha "O melhor plano para este inverno".

Além disso, esta iniciativa se soma a outras campanhas desenvolvidas pela associação nos últimos anos por ocasião da Semana Mundial da Imunização, centradas em sensibilizar a população sobre a importância da vacinação ao longo da vida e reforçar a confiança nessa ferramenta fundamental de prevenção.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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