Publicado 04/05/2026 08:53

A Associação Espanhola de Urologia lembra que a presença de sangue na urina é o principal sintoma do câncer de bexiga

Archivo - Arquivo - Mulher tocando o abdômen, fertilidade, infertilidade, estômago, menstruação, dor nos ovários, bexiga
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MADRID 4 maio (EUROPA PRESS) -

A Associação Espanhola de Urologia (AEU) destacou, diante de um possível caso de câncer de bexiga, que a presença de sangue na urina “deve sempre ser investigada”, já que o principal sintoma desse tumor é a hematúria, que pode ser acompanhada de ardência ou dor ao urinar, aumento da frequência urinária ou necessidade urgente de urinar, entre outros sintomas.

O câncer de bexiga é um dos dez tumores mais frequentes no mundo e o quinto mais diagnosticado na Espanha, com mais de 22.000 novos casos por ano. Esse tumor é até quatro vezes mais frequente em homens e, mesmo assim, em 2025 foram diagnosticados cerca de 4.000 novos casos em mulheres.

O atraso no diagnóstico é maior nas mulheres, uma vez que os sintomas iniciais podem ser confundidos com infecções urinárias ou com outros problemas urinários, o que atrasa o encaminhamento ao urologista e condiciona o prognóstico.

Por sua vez, a presidente da Associação Espanhola de Urologia, Carmen González Enguita, afirmou que, embora a presença de sangue não implique necessariamente um câncer de bexiga, “obriga a realizar os exames diagnósticos necessários para descartá-lo”.

O segredo, como lembrou a AEU, é não normalizar esses sinais nem subestimá-los, e evitar atribuí-los automaticamente a infecções ou outras causas sem realizar uma avaliação urológica adequada.

O TABAGISMO: O PRINCIPAL FATOR DE RISCO MODIFICÁVEL

Da mesma forma, a associação destacou que a prevenção é “fundamental” e que, nesse sentido, o tabagismo é o principal fator de risco modificável do câncer de bexiga. De acordo com a American Cancer Society, fumantes têm pelo menos três vezes mais risco de desenvolver esse tumor, e o tabaco é responsável por cerca de metade dos casos dessa doença.

O National Cancer Institute também identifica o consumo de tabaco como um fator de risco importante, uma vez que os carcinógenos do tabaco são eliminados pela urina e entram em contato direto com a bexiga.

Além disso, González Enguita destacou que um diagnóstico precoce pode alterar de “forma decisiva” a evolução da doença e, em muitos casos, permite tratamentos menos agressivos e maiores possibilidades de preservar a bexiga.

A Associação Espanhola de Urologia, por ocasião do Mês de Conscientização sobre o Câncer de Bexiga, lançou a campanha “Urologia é Saúde”, projeto que busca “aproximar a saúde urológica da sociedade, quebrar tabus e melhorar o conhecimento” sobre afecções comuns e prevalentes que afetam homens e mulheres de todas as idades.

A campanha conta com o envolvimento do Escritório de Pacientes da AEU e com a colaboração de entidades como a CANVES (Aliança contra o Câncer de Bexiga na Espanha) e a Fundação MÁS QUE IDEAS, que contribuem para a visibilidade da doença e o acompanhamento das pessoas afetadas, além do apoio do laboratório farmacêutico Gebro Pharma.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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