Diego Radamés - Europa Press
MADRID 27 fev. (EUROPA PRESS) -
A Associação Espanhola de Pediatria (AEP) expressou sua "preocupação e desacordo" com o projeto do Estatuto Marco dos profissionais da saúde, já que, em sua opinião, o texto "não reconhece as particularidades da profissão médica e poderia ter consequências negativas para a prática da pediatria em todas as suas áreas".
Assim, a Associação expressou sua preocupação com "a falta de reconhecimento das especificidades inerentes ao trabalho do médico". "A formação, a responsabilidade e as exigências desta profissão requerem um quadro de trabalho adequado, tal como se estabelece em outras profissões altamente exigentes. Este projeto, ao ignorar esses elementos, enfraquece a carreira profissional e coloca em risco a qualidade dos cuidados", afirma a AEP.
Além disso, ela expressou sua discordância com as propostas relacionadas à estabilidade no emprego e ao emprego temporário. "A limitação das nomeações interinas a três anos, sem garantias de consolidação do emprego, pode levar à saída de profissionais capacitados e experientes do sistema público e aumentar a sobrecarga dos médicos em atividade, dificultando a conciliação entre a vida profissional e familiar", aponta a Associação.
Por outro lado, a AEP considera que o anteprojeto não aborda a necessidade de melhorar as condições do plantão médico, "fundamental para garantir a continuidade dos cuidados em pediatria".
Os pediatras também acreditam que "desde que o trabalho público seja cumprido em termos de horário e frequência", os profissionais devem ter liberdade para trabalhar no setor privado. "A restrição de combinar o trabalho no sistema público com a prática privada pode dificultar a retenção de médicos altamente especializados e experientes", acrescentam.
Por fim, eles rejeitam a "imposição" de trabalhar exclusivamente no setor público por cinco anos após a conclusão do MIR. "Essa medida limita a liberdade profissional e pode levar a uma fuga de cérebros", afirma a AEP, ao mesmo tempo em que defende o fato de que "os médicos devem ser livres para escolher seu campo de prática".
Por todas essas razões, a Associação defende "reconsiderar a necessidade de estabelecer um Estatuto específico que leve em conta as particularidades e as demandas reais da prática médica em todos os seus ambientes" e insta o Ministério da Saúde a "abrir um espaço para um diálogo real com os profissionais que estão na linha de frente do atendimento diariamente, tanto na atenção primária quanto no ambiente hospitalar".
"Reiteramos nosso compromisso com a defesa da pediatria e com a melhoria contínua da atenção primária e hospitalar, pilares fundamentais para garantir uma saúde de qualidade para toda a população", concluem.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático