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VALÈNCIA 5 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Associação Espanhola de Pediatria (AEP), Luis Carlos Blesa, pediu mais recursos materiais e humanos para poder garantir os cuidados paliativos pediátricos porque "infelizmente as doenças não entendem os horários".
Blesa, depois de abrir o 71º Congresso da AEP em Valência, referiu-se dessa forma ao caso do pediatra que atendeu um menor em estado terminal fora do horário de trabalho, e destacou que "o que faltaria" seria uma repreensão pelo uso de recursos hospitalares fora do horário permitido, porque "esse colega estava fazendo isso fora de seu horário de trabalho justamente pelo amor e carinho que tem por seus pacientes".
A esse respeito, ele destacou que "muitas complicações" podem surgir na evolução da doença e que um pediatra "não pode prevê-las". "As doenças, infelizmente, não entendem dias de trabalho, feriados ou horários, e logicamente, é preciso ter recursos em primeiro lugar, recursos humanos, mas também recursos econômicos para poder pagar as pessoas que fazem esse trabalho", enfatizou.
Nesse sentido, ele esclareceu que não se trata apenas de médicos, mas de toda a equipe de profissionais necessários, como enfermeiros, auxiliares, assistentes e psicólogos". Assim, ele destacou que nos cuidados paliativos "em adultos às vezes há lacunas, e a parte pediátrica que veio anos depois e ainda depende de cada comunidade autônoma com as transferências". Mas mesmo dentro de cada comunidade autônoma, ele ressaltou, "depende de cada departamento, sobretudo do hospital de referência que ele tem, do pessoal e dos recursos que ele tem".
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