Essa é a extração desnecessária de dentes para curar doenças crônicas.
MADRID, 29 jul. (EUROPA PRESS) -
A Associação Espanhola de Endodontia (AEDE) apresentou uma reclamação formal ao Conselho Geral de Dentistas alertando sobre os riscos para os pacientes da chamada "odontologia biológica", uma prática que defende a extração desnecessária de dentes para curar doenças crônicas, como a artrite reumatoide e o mal de Alzheimer, sem qualquer base científica.
A AEDE alerta que a extração de dentes pode ter "consequências graves", como perda óssea, alterações na função mastigatória, instabilidade da arcada dentária, alterações na estrutura facial e aumento da mortalidade por doenças cardiovasculares.
A AEDE ressalta que os dentistas que se dizem especialistas em odontologia biológica estão violando o código de ética, exigindo consequências profissionais. "A odontologia biológica promove tratamentos contrários às evidências clínicas, que defendem a preservação dos dentes naturais e a endodontia", acrescentam.
Sobre esse ponto, a Associação lembra que o recente estudo 'Tooth Loss is a Risk Factor for Cardiovascular Disease Mortality: A Systematic Review with Meta-analyses', realizado pelos Drs. Anita Aminoshariae, Ali Nosrat, Aleksandar Jakovljevic, Jelena Jacimovic, Srinivasan Narasimhan e Venkateshbabu Nagendrababu - publicado no 'Journal of Endodontics' - mostra que as pessoas que perderam todos os dentes ou que têm menos de 10 dentes têm um risco 66% maior de mortalidade por doenças cardiovasculares em comparação com aquelas com dentição mais completa.
A Associação enfatiza a necessidade de prevenção e a endodontia como o tratamento mais eficaz para preservar a saúde bucal e, consequentemente, a saúde geral: "A perda de dentes não é apenas um problema estético ou funcional, mas está intimamente relacionada à saúde sistêmica. A manutenção dos dentes naturais, por meio de bons hábitos de higiene bucal e visitas regulares ao dentista, é fundamental para reduzir o risco de desenvolver problemas graves de saúde, como doenças cardíacas", explica o presidente da AEDE, José María Aranguren.
De acordo com a AEDE, esses "falsos especialistas" rejeitam o uso de flúor, um elemento fundamental na prevenção de cáries, e espalham mitos infundados, como a suposta relação entre aparelhos ortodônticos de retenção e infertilidade. "Estamos falando de saúde e as evidências científicas devem ser o nosso roteiro. Lidamos com pessoas, elas são pacientes, não clientes. Não podemos permitir práticas que sejam contrárias à saúde", diz Aranguren.
SANCIONAR OS PROFISSIONAIS QUE A PRATICAM
A denúncia emitida, com "responsabilidade", pela Associação Espanhola de Endodontia exige que o Conselho Geral de Dentistas adote medidas "claras e contundentes", tanto em termos de informação quanto de medidas disciplinares. "Não podemos permitir que alguns dentistas promovam técnicas que não respeitam a evidência científica e que prejudicam gravemente o paciente", afirma Aranguren.
Especificamente, eles pedem ao Conselho de Dentistas que acabe com a desinformação nas redes sociais e em outras mídias, que identifique e sancione os profissionais que promovem esse tipo de prática e que proteja os pacientes e a profissão. "A odontologia é baseada na ciência, na ética e nas evidências", diz o presidente da AEDE.
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