Publicado 24/07/2026 08:48

A Associação Espanhola contra o Câncer destaca a observação de pintas e manchas como fundamental para a detecção de melanomas

Archivo - Arquivo - Dermatologista examinando a pele de um paciente.
INSIDE CREATIVE HOUSE/ISTOCK - Arquivo

MADRID 24 jul. (EUROPA PRESS) -

A Associação Espanhola contra o Câncer alertou que mudanças no tamanho, na forma, na cor ou na textura de uma verruga podem ser um sinal de câncer de pele; por isso, recomenda-se examinar qualquer alteração nas verrugas e manchas.

Segundo a associação, essas pintas geralmente não apresentam incômodos ou sintomas adicionais nos primeiros momentos após seu surgimento, mas recomenda-se observá-las com atenção e proteger a pele, sobretudo nesta época de alta incidência solar.

No entanto, a AECC destaca que a maioria das pessoas tem pintas e que quase todas elas são benignas (nevos). Nos homens, elas costumam aparecer no tronco ou na região da cabeça e do pescoço, enquanto nas mulheres costumam surgir com mais frequência nos braços ou nas pernas.

Nesse contexto, a médica e responsável pela Prevenção da Associação Espanhola contra o Câncer em Madri, Estíbaliz García, alertou que a exposição excessiva à radiação ultravioleta, seja proveniente do sol ou de fontes artificiais, como cabines de bronzeamento, é o principal fator de risco para o câncer de pele.

“As queimaduras solares durante a infância e a adolescência são especialmente preocupantes. Os efeitos podem se manifestar anos depois, pois a pele tem memória”, destacou a especialista.

REGRA DO ABCDE A associação indica que o autoexame da pele para detectar lesões suspeitas utiliza a regra do ABCDE. O A é a assimetria: quando uma metade de uma mancha não é igual à outra metade. O B refere-se às bordas irregulares: bordas desiguais, irregulares, difusas ou dentadas. O C refere-se à cor: pode-se observar que, em uma mesma mancha, aparecem várias cores ou tonalidades. O D é o diâmetro: no caso do melanoma, as lesões podem medir mais de 6 milímetros. O E é a evolução: a lesão sofre alterações em termos de tamanho ou forma.

Os especialistas destacam que esse autoexame regular da pele e a consulta precoce são fundamentais para a detecção precoce dos cânceres de pele, especialmente do melanoma, que é menos frequente que o carcinoma cutâneo, mas mais agressivo e com capacidade de produzir metástases. Ele pode se desenvolver sobre uma verruga pré-existente ou surgir na pele saudável.

Os melanomas apresentam crescimento descontrolado de suas células e risco de metástase, podendo afetar órgãos como fígado, pulmões, ossos ou cérebro se não forem detectados a tempo, devido à disseminação de suas células para outras partes do corpo.

Determinar em que fase ou estágio um tumor se encontra permite conhecer a extensão desse tumor, tanto localmente quanto à distância, bem como definir o tratamento mais adequado para cada caso. Para isso, é necessário examinar o tecido do tumor removido na cirurgia e, em determinados casos, realizar exames de imagem.

Além da superexposição à radiação solar, existem características individuais que aumentam a vulnerabilidade ao melanoma. “Pessoas com pele clara, olhos claros, cabelos loiros ou ruivos, bem como aquelas que apresentam numerosas pintas ou pintas atípicas, devem redobrar as medidas de proteção e vigilância da pele”, destaca García.

ANALISANDO OS MELANOMAS

Melanoma é o nome genérico dos tumores melânicos ou pigmentados. Embora a maioria dos melanomas tenha origem na pele, eles também podem surgir em outras superfícies do corpo (como a mucosa da boca, do reto ou da vagina, ou a camada coróide no interior dos olhos). Quando o melanoma surge na pele, a doença é denominada melanoma cutâneo.

Existem quatro tipos de melanoma. O primeiro é o melanoma de extensão superficial, que constitui o tipo mais frequente em pessoas de raça branca. Ele ocorre em qualquer ponto da pele, mas costuma ser observado nas costas e nos membros inferiores nas mulheres, e no tronco nos homens. A idade de aparecimento varia entre 30 e 50 anos. Geralmente é plano e irregular em forma e cor, com tonalidades variáveis de preto e marrom.

O segundo tipo é o melanoma lentigo maligno. Geralmente aparece em pessoas idosas. Ocorre mais comumente na pele danificada pelo sol no rosto, pescoço e braços. As áreas de pele anormais geralmente são grandes, planas e de cor marrom, com áreas de cor café.

O terceiro é o melanoma nodular, que é o segundo tipo mais comum e é mais agressivo. Geralmente surge no tronco, na cabeça ou no pescoço, por volta dos 50 a 60 anos. Geralmente começa como uma área elevada de cor azul-escura ou vermelho-azulada, embora alguns não apresentem nenhuma cor.

Por fim, o melanoma lentiginoso acral (MLA). É a forma menos comum de melanoma. Geralmente ocorre nas palmas das mãos, nas solas dos pés ou sob as unhas e é mais comum em pessoas de raça negra.

A Associação Espanhola contra o Câncer insiste que a prevenção continua sendo a melhor proteção contra o câncer de pele e, especialmente, contra o melanoma. Evitar a exposição ao sol nas horas mais quentes do dia, usar protetor solar adequado, procurar sombra, proteger-se com roupas, óculos e chapéu, e evitar o uso de cabines de bronzeamento artificial são medidas eficazes para reduzir o risco.

“Antecedentes familiares de melanoma, ter tido câncer de pele anteriormente ou apresentar um sistema imunológico enfraquecido aumentam o risco de desenvolver essa doença”, lembram os especialistas da área de Prevenção da AECC.

PROJETOS DE PESQUISA SOBRE MELANOMA

Ao longo dos últimos anos, foram desenvolvidos vários projetos de pesquisa relacionados ao melanoma, como o da doutora Marisol Soengas, que, com financiamento da Associação Espanhola contra o Câncer, em Madri, estudou como bloquear a molécula MIDKINE, como estratégia para recuperar a atividade antitumoral das células imunológicas e potencializar a imunoterapia, um tratamento no qual o sistema imunológico é modificado para eliminar o melanoma.

Atualmente, a Associação Espanhola contra o Câncer, em Madri, financia uma bolsa de pré-doutorado sobre novas vias de sinalização celular no estudo contra o melanoma. O pesquisador é Carlos Amenábar, que tentará compreender como certos “interruptores” dentro das células do melanoma influenciam o desenvolvimento do câncer e a resposta aos tratamentos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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