MADRID 26 mar. (EUROPA PRESS) -
A Fundação Blanca Morell, a Associação Unidos Contra o DIPG, a Fundação Martín Álvarez e a Sueño de Vicky lançaram a campanha “O monstro na minha cabeça” para pesquisar e financiar tratamentos para o DIPG, um tipo de câncer infantil com uma taxa de mortalidade de 99%.
O DIPG, o glioma difuso intrínseco do tronco cerebral, é um tumor cerebral infantil que se desenvolve no tronco cerebral, área do cérebro que regula “funções vitais” como a respiração, o movimento, a fala ou a degluição.
Atualmente, não há cura, já que sua localização impede a cirurgia e limita as opções terapêuticas, o que torna o diagnóstico um dos mais letais na oncologia pediátrica. De fato, a expectativa de vida média após o diagnóstico é de apenas onze meses, e a taxa de sobrevivência em cinco anos situa-se em torno de 1%.
Apesar de ser um câncer pouco frequente, seu impacto na mortalidade infantil geral é muito alto, sendo responsável por entre 16% e 22% das mortes por câncer infantil.
Na Espanha, os tumores representam a principal causa de morte por doença em crianças e adolescentes. Nas últimas décadas, os avanços médicos fizeram com que o prognóstico de muitos cânceres pediátricos melhorasse, atingindo taxas de sobrevivência superiores a 80%, mas o DIPG permanece “praticamente estagnado”.
A falta de conhecimento social tem consequências “diretas”, pois limita os recursos destinados a “compreender melhor a doença” e a desenvolver tratamentos eficazes. Existem linhas de pesquisa promissoras, mas elas precisam de apoio e recursos para poder avançar com a urgência “que uma doença com essas características exige”.
O MONSTRO NA MINHA CABEÇA
Com o objetivo de quebrar o silêncio e colocar o DIPG no debate público, nasce “O monstro na minha cabeça”, uma campanha de conscientização impulsionada por fundações e associações.
Esta iniciativa tem como meta alcançar 500.000 assinaturas e arrecadar 3 milhões de euros, e busca explicar de forma clara e acessível o que é essa doença, qual é seu impacto real e por que é imprescindível acelerar a pesquisa.
A campanha, por meio de uma linguagem “simbólica e acessível”, pretende aproximar uma realidade complexa da sociedade, conectando-se com o imaginário da infância “sem recorrer ao dramatismo nem ao alarmismo”. O “monstro” funciona como uma metáfora compreensível de uma doença que “irrompe na infância e condiciona profundamente” a vida de quem a sofre e de seus familiares. Também serve como uma ferramenta para gerar compreensão, empatia e consciência coletiva.
A partir deste lançamento, a campanha contará com um site com todas as informações, que servirá como ponto de referência, bem como um vídeo lançado no YouTube, intitulado “O Monstro na Minha Cabeça é DIPG”, que buscará conscientizar sobre a gravidade da doença e arrecadar assinaturas para a pesquisa por meio da voz de uma menina que sofre de DIPG.
A partir daí, a iniciativa irá incorporando novas ações voltadas para ampliar o debate social, gerar engajamento e reforçar a visibilidade do DIPG. Entre elas, uma ação de “street marketing” sob o título “Este monstro dá mais medo do que...”, baseada em cartazes chamativos que incluirão um link para o site da iniciativa, para que os cidadãos possam conhecer a campanha e aderir assinando em apoio à pesquisa.
Paralelamente, também será lançada uma campanha nas redes sociais que convidará os usuários a baixar e imprimir monstros que representam o DIPG, rasgá-los de forma criativa e compartilhar a ação nas redes sociais.
Além disso, a iniciativa dará atenção especial aos ambientes educacionais e universitários, onde já foram iniciadas parcerias que permitirão continuar ampliando o alcance do projeto.
“O monstro na minha cabeça” busca conscientizar todos os setores da sociedade, como grupos culturais, escolas ou universidades, de uma maneira “simples e acessível”. Os organizadores lembraram que se informar, compartilhar e apoiar a pesquisa são “gestos simples” que podem contribuir para impulsionar os projetos científicos em andamento. Por isso, dar visibilidade ao DIPG é o primeiro passo para que ele deixe de ser um câncer invisível e para que a ciência conte com o apoio necessário para mudar sua história.
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