Publicado 24/04/2025 06:54

A assistência médica privada realiza mais de 40% das intervenções cirúrgicas na Espanha, de acordo com a Fundação IDIS.

Archivo - Arquivo - Sala de cirurgia.
SANTYPAN/ ISCTOK - Arquivo

MADRID 24 abr. (EUROPA PRESS) -

O setor privado de saúde realizou um total de 2.178.862 operações cirúrgicas durante o ano de 2022, levando em conta os acordos de substituição e a rede pública, o que representa 41,6% do número total de operações na Espanha; o setor também espera alcançar 50% dessas operações até o ano de 2030.

Isso se reflete nos dados do Observatório do Setor Privado de Saúde 2025, apresentado nesta quinta-feira em Madri pela Fundação IDIS. Trata-se de um documento que analisa a evolução, o peso e a contribuição do setor privado para o sistema de saúde espanhol.

O setor também registrou 29,7% das altas e atendeu 33,6% das emergências. "Gostaria de destacar a evolução da saúde privada nos últimos quinze anos, nos quais passamos, por exemplo, de realizar 31,7% das cirurgias para 41,6% e de atender 20,6% das emergências para 33,6%", disse o presidente do Instituto para o Desenvolvimento e Integração da Saúde (Fundação IDIS).

Por sua vez, os gastos com saúde privada chegaram a 34.056 milhões de euros em 2022, o que representa um aumento de 2,81% em relação aos dados do ano anterior, representando 26% dos gastos totais com saúde no país e 2,5% do PIB.

Em 2024, o número de segurados na Espanha ultrapassou 12,6 milhões de pessoas (incluindo membros de mútuas), um aumento de 1,6% em relação ao ano anterior. Além disso, as despesas com saúde por seguro privado são estimadas em 7.368 milhões de euros, com base nas reivindicações das companhias de seguros. Por outro lado, o volume de prêmios foi de 11.941 milhões de euros, um aumento de 6,44% em relação a 2018.

MAIS DA METADE DOS HOSPITAIS NA ESPANHA SÃO HOSPITAIS PRIVADOS

Além disso, o setor privado tem 431 hospitais privados (56% de todos os hospitais), correspondendo a 49.837 leitos (31% do total na Espanha).

Geograficamente, Catalunha, Madri e Andaluzia continuam sendo as comunidades autônomas com o maior número de leitos privados, representando 56,4% dos hospitais privados e 63,3% dos leitos disponíveis no setor privado.

SETOR SOCIOSSANITÁRIO E DE SAÚDE MENTAL

Este ano, como novidade, o Observatório analisa o setor de saúde social. Nesse sentido, os gastos privados com o setor sociossanitário chegaram a 7.157 milhões de euros, o que representa 0,52% do PIB nacional. A Espanha conta com 5.573 casas de repouso, das quais 3.904 são privadas, com 73,5% de lugares privados. A maioria das residências particulares é de médio porte (25-99 vagas) ou grande porte (mais de 100 vagas).

Por outro lado, a assistência médica privada representa 70% dos hospitais especializados em saúde mental e tratamento de dependência, bem como 51% dos centros ambulatoriais de saúde mental. Além disso, mais de 50% das unidades de psicologia clínica e psiquiatria integradas em hospitais estão localizadas em centros privados.

LISTAS DE ESPERA

Com relação aos dados sobre listas de espera publicados na quarta-feira pelo Ministério da Saúde, Abarca pediu a contribuição da saúde privada para reduzir esses números. "A evolução das listas de espera é francamente preocupante, é um sistema de saúde que está esgotado. Desde a pandemia, as Regiões Autônomas e o Ministério têm tentado reduzir as listas de espera, e vemos que as listas estão piorando a cada seis meses. Nesse sentido, a contribuição do sistema de saúde privado para o nosso sistema de saúde é muito mais importante", destacou.

Sobre esse ponto, Abarca criticou o fato de que os espanhóis têm de esperar uma média de 105 dias para uma primeira consulta com um médico de atendimento hospitalar especializado: "Quatro milhões de espanhóis esperam uma média de 105 dias para uma primeira consulta, aos quais se soma a lista de espera para um teste de diagnóstico e um check-up de retorno", acrescentou.

"Todos os pacientes que têm algo grave vão evoluir mal com esses tempos. A primeira característica que o atendimento ao paciente deve ter é o tempo. O que não podemos fazer é deixar de atender os pacientes", concluiu Abarca.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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