Gabriela Sardá Núñez - Europa Press
MADRID 13 ago. (EUROPA PRESS) -
O Instituto Nacional de Gestão Sanitária (INGESA) informou que, entre as 9h da quarta-feira e as 9h desta quinta-feira, foram prestados 275 atendimentos de saúde no âmbito do dispositivo especial acionado pela chegada de migrantes a Ceuta, destacando que a atividade se mantém “sem incidentes relevantes”.
Por meio de um comunicado da instituição, que depende do Ministério da Saúde, destaca-se que a assistência médica continua normalmente sob a ativação do Nível 1 de seu Plano de Catástrofes Externas, o que permite responder à situação com os recursos disponíveis, sem a necessidade de um aumento extraordinário de pessoal ou de materiais imediatos.
A equipe de direção e os responsáveis médicos avaliam diariamente a situação para organizar os serviços e prever as necessidades, concentrando-se na atendimento no local para evitar o afluxo maciço de pacientes aos centros de saúde.
Quanto à Atenção Primária, os serviços atenderam um total de 167 pessoas. A divisão por centros indica que o Centro de Saúde II (Otero) realizou 95 atendimentos e o Centro de Saúde III (Tarajal) prestou 28. Por sua vez, o Serviço de Atendimento de Emergência da Atenção Primária (SUAP) registrou 18 atendimentos em seu horário habitual, enquanto as equipes do 061 realizaram 26 atendimentos adicionais.
Dentro desse dispositivo, foram realizados um total de 46 transportes em ambulâncias. Destes, nove foram realizados pela Unidade Móvel de Emergências (UME), 13 com Suporte Vital Básico (SVB) e 14 por meio de Transporte Não Assistido (TNA), aos quais se somam 10 transportes realizados pelas ambulâncias da Cruz Vermelha.
108 ATENDIMENTOS HOSPITALARES
Por sua vez, o Atendimento Especializado do Hospital Universitário de Ceuta registrou 108 atendimentos no Serviço de Emergência, com a atividade ocorrendo normalmente e sem pacientes na área de observação até o encerramento deste relatório.
Atualmente, 33 pacientes relacionados a este dispositivo permanecem hospitalizados. A distribuição dessas internações é a seguinte: dois pacientes na Pediatria, três na Obstetrícia, oito na ala cirúrgica e sete na internação médica, enquanto outros 13 encontram-se no polo de emergência habilitado como ampliação. Além disso, foi informado que, às 9h da quinta-feira, o centro não registrava admissões na UTI nem na Neonatologia por esse motivo.
Por fim, o INGESA destacou que essa resposta “eficaz” é possível graças ao fato de a área de saúde contar com os “maiores recursos humanos e materiais de sua história”, tendo o quadro de funcionários aumentado em 8%, apesar da queda na atividade assistencial registrada após o fechamento das fronteiras em 2020.
Assim, a instituição agradeceu o esforço e o profissionalismo de “todos os profissionais da saúde e de outras áreas que participam desse dispositivo extraordinário”. “O dispositivo permanecerá ativo enquanto as circunstâncias assim o exigirem, com uma avaliação permanente da situação para adaptar os recursos de atendimento às necessidades existentes”, concluíram.
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