Publicado 23/06/2026 07:47

A ASPE manterá um diálogo ativo com o Ministério da Saúde sobre recursos humanos e exige soluções que não sejam influenciadas por id

A entidade patronal apresentou seus principais eixos estratégicos

Imagem da apresentação.
ASPE

MADRID, 23 jun. (EUROPA PRESS) -

A Aliança da Saúde Privada Espanhola (ASPE) anunciou que manterá um diálogo ativo com o Ministério da Saúde para tratar do planejamento de recursos humanos, com especial atenção à escassez de profissionais e à retenção de talentos, embora tenha alertado que essas questões exigem soluções baseadas em critérios técnicos e distantes de “abordagens ideológicas”.

Foi o que comunicou nesta terça-feira o presidente da ASPE, José Manuel Baltar, durante a apresentação dos seis grandes eixos estratégicos da entidade patronal até o ano de 2030. “A colaboração público-privada deve ser entendida como um exercício de inteligência institucional diante da limitação ideológica”, insistiu.

Em seguida, o presidente da ASPE afirmou que a saúde privada “não concorre com a pública”, mas sim “a complementa e a fortalece”. “Sua adaptabilidade amplia sua capacidade de resposta onde o paciente precisa de soluções”, acrescentou.

Nesse contexto, ele manifestou sua rejeição ao Projeto de Lei de Gestão Pública e Integridade do Sistema Nacional de Saúde (SNS), recentemente aprovado em segunda votação pelo Conselho de Ministros e que se encontra em tramitação parlamentar.

“Não acreditamos que, diante de uma situação de demanda como a que o país vive, reduzir a oferta de assistência seja uma solução para os problemas dos cidadãos. Consideramos um retrocesso antepor ideologias à solução dos problemas dos pacientes; é um erro. Quanto à Lei de Gestão Pública, esperamos que ela não seja aprovada no trâmite parlamentar”, especificou.

Além disso, a ASPE anunciou que apresentará às comunidades autônomas uma série de propostas “concretas” e “viáveis” com o objetivo de contribuir para a redução das listas de espera. “As listas de espera têm um caráter territorial e a desigualdade se manifesta especialmente nessa área. Será necessário analisar a situação com cada governo regional e estaremos à disposição deles”, indicou Baltar.

UM MODELO SUSTENTÁVEL COM O SETOR DE SEGUROS

O plano da ASPE também aborda a necessidade de fortalecer a sustentabilidade econômica do modelo de seguro de saúde privado. “É necessário conciliar a qualidade do atendimento com o equilíbrio econômico”, acrescentou.

Assim, ele anunciou sua disposição de iniciar uma nova etapa de diálogo com o setor de seguros e manter reuniões com a UNESPA para explorar formas de colaboração que permitam consolidar um modelo sustentável, equilibrado e voltado para a preservação da qualidade do atendimento.

“A previsão é que os seguros de saúde continuem crescendo; queremos criar, junto com a UNESPA, um ambiente que seja sustentável ao longo do tempo, no qual o cidadão saiba exatamente o que está contratando em seu seguro de saúde. Se a demanda aumentar, a oferta também aumentará, isso eu garanto; o problema está na escassez de profissionais”, destacou.

Outra das apostas da entidade patronal é acelerar a transformação tecnológica do setor, promovendo a incorporação equitativa da inovação em todos os centros. “Nosso objetivo será que nenhum centro fique para trás nesse processo de transformação, independentemente de seu tamanho ou localização geográfica”, afirmou o presidente da ASPE.

A organização defenderá um marco que facilite a adoção de tecnologia com segurança jurídica, sustentabilidade econômica e garantias para que nenhum centro fique para trás nesse processo de transformação.

Com esse plano, a entidade patronal faz um apelo a todos os atores do setor para avançarem com base na colaboração, na responsabilidade compartilhada e em uma visão comum voltada para garantir o melhor atendimento possível aos pacientes.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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