Publicado 31/07/2026 06:46

A ASPE insta ao reforço da proteção diante do aumento das ameaças cibernéticas contra o setor da saúde

Archivo - Arquivo - Tecnologia médica: os médicos utilizam a IA para diagnosticar e melhorar a precisão dos tratamentos. A pesquisa e o desenvolvimento médicos trazem inovações tecnológicas para melhorar a saúde do paciente.
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MADRID 31 jul. (EUROPA PRESS) -

A Aliança da Saúde Privada Espanhola (ASPE) alertou nesta sexta-feira sobre o aumento das ameaças cibernéticas que afetam o setor da saúde, por isso instou a continuar reforçando a proteção dos dados de saúde e a aumentar a capacidade de resposta das organizações de saúde.

A entidade patronal fundamenta sua preocupação nos dados da Agência da União Europeia para a Cibersegurança (ENISA), que indicam que a saúde foi o setor mais afetado por incidentes significativos de cibersegurança na Europa durante o período de 2020 a 2023, o último para o qual há informações disponíveis.

Somente em 2023, foram notificados 309 incidentes de segurança cibernética que afetaram organizações de saúde europeias. 54% dos ataques registrados correspondem a “ransomware”, ou sequestro de dados, e os hospitais concentram 42% de todos os ataques.

No âmbito nacional, segundo o Instituto Nacional de Cibersegurança (INCIBE), em 2025 foram gerenciados 122.223 incidentes de cibersegurança, um aumento de 26% em relação ao ano anterior. “A tendência é clara e não há motivos para acreditar que possa sofrer uma mudança drástica. O setor deve estar preparado e trabalha diariamente para isso”, afirmou o presidente da ASPE, José Manuel Baltar.

Como ele lembrou, um incidente grave de segurança cibernética no ambiente de saúde pode afetar o funcionamento de sistemas clínicos, agendas cirúrgicas, laboratórios, plataformas de diagnóstico, ferramentas de imagem médica ou processos administrativos essenciais para o atendimento diário.

TRANSFORMAÇÃO TECNOLÓGICA SEGURA

A transformação tecnológica da saúde privada, com a ampliação do prontuário eletrônico, das plataformas de telemedicina, da interoperabilidade dos sistemas, das ferramentas de inteligência artificial e dos dispositivos conectados, aumenta a vulnerabilidade, o que exige a garantia de mecanismos de proteção capazes de assegurar a confidencialidade, a integridade e a disponibilidade de dados especialmente sensíveis, como os de saúde.

Da mesma forma, a entidade destacou o papel “decisivo” que os profissionais da saúde e de outras áreas desempenham na prevenção de riscos e exigiu sua formação contínua, conscientização e o desenvolvimento de uma cultura de segurança sólida.

A ASPE considera prioritário continuar avançando na implantação de modelos de governança de dados; na adaptação aos novos marcos regulatórios europeus e, especialmente, às novas exigências decorrentes da diretiva europeia NIS2; na colaboração entre organizações para compartilhar boas práticas; e na aplicação de medidas de segurança que permitam enfrentar os riscos associados a um ambiente cada vez mais digitalizado e interconectado.

“A proteção dos dados de saúde e a segurança de nossos sistemas não podem mais ser consideradas apenas questões técnicas ou regulatórias. São elementos essenciais para preservar a confiança dos pacientes e proteger um dos ativos mais valiosos gerenciados pelas organizações de saúde: as informações sobre sua saúde”, destacou Baltar.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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