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MADRID, 19 nov. (EUROPA PRESS) -
A Organização Mundial da Saúde (OMS) adverte que cada vez mais países estão relatando níveis crescentes de gonorreia resistente a medicamentos, de acordo com novos dados de seu Programa de Vigilância Antimicrobiana Aprimorada da Gonorreia (EGASP), que relata as taxas mais altas na região do Pacífico Ocidental e na África.
O relatório destaca a necessidade de fortalecer a vigilância, melhorar a capacidade de diagnóstico e garantir o acesso equitativo a novos tratamentos para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). A divulgação dos novos dados coincide com a Semana Mundial de Conscientização sobre a Resistência Antimicrobiana (AMR), reforçando a importância da ação global contra infecções resistentes a medicamentos. O Programa de Vigilância Global de AMR (GSSP) está trabalhando com o
"A OMS pede que todos os países abordem o aumento das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e integrem a vigilância da gonorreia nos programas nacionais de IST", diz a Dra. Tereza Kasaeva, Diretora do Departamento de HIV, Tuberculose, Hepatite e ISTs da OMS.
Entre 2022 e 2024, a resistência à ceftriaxona e à cefixima, os principais antibióticos usados para tratar a gonorreia, aumentou drasticamente de 0,8% para 5% e de 1,7% para 11%, respectivamente, com cepas resistentes detectadas em mais países. A resistência à azitromicina permaneceu estável em 4%, enquanto a resistência à ciprofloxacina atingiu 95%. O Camboja e o Vietnã apresentaram as maiores taxas de resistência.
Em 2024, doze países do Programa de Vigilância de Doenças Transmissíveis da Gonorreia (EGASP) em cinco regiões da OMS contribuíram com dados, um aumento em relação aos quatro países que o fizeram em 2022. Esse é um desenvolvimento positivo que reflete o compromisso crescente de monitorar e conter infecções resistentes a medicamentos em países e regiões.
FILIPINAS E TAILÂNDIA LIDERAM O CAMINHO
Mais da metade de todos os casos de gonorreia sintomática em homens (52%) foram notificados em países da Região do Pacífico Ocidental da OMS, incluindo Filipinas (28%), Vietnã (12%), Camboja (9%) e Indonésia (3%). Os países da Região Africana da OMS foram responsáveis por 28% dos casos, seguidos pelos países da Região do Sudeste Asiático (13%, Tailândia), Região do Mediterrâneo Oriental (4%, Catar) e Região das Américas (2%, Brasil).
Brasil, Camboja, Índia, Indonésia, Malaui, Filipinas, Catar, África do Sul, Suécia, Tailândia, Uganda e Vietnã relataram 3.615 casos de gonorreia. As maiores contribuições vieram das Filipinas (1002; 28%), seguidas pela Tailândia (483; 13%) e Vietnã (436; 12%),
A idade média dos pacientes foi de 27 anos. Entre os casos, 20% eram homens que fazem sexo com homens e 42% relataram ter tido vários parceiros sexuais nos últimos 30 dias. Oito por cento relataram uso recente de antibióticos e 19% haviam viajado recentemente.
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