MADRID 29 jul. (EUROPA PRESS) -
As vespas-joia, conhecidas por suas cores metálicas, podem diminuir a taxa biológica de envelhecimento ao passar por um "descanso" natural como larvas antes de emergirem como adultos.
Uma pesquisa da Universidade de Leicester, publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), revela que essa pausa no desenvolvimento da vespa prolonga drasticamente sua vida útil e desacelera o tique-taque do chamado "relógio epigenético", que marca o envelhecimento molecular.
O envelhecimento não se trata apenas de contar aniversários, mas também de um processo biológico que deixa marcas moleculares em nosso DNA. Um dos marcadores mais precisos desse processo é o relógio epigenético, que registra as alterações químicas no DNA, conhecidas como metilação, que se acumulam com a idade. Mas o que acontece se alterarmos o curso do desenvolvimento?
BOTÃO DE PAUSA
Para descobrir isso, a equipe recorreu à Nasonia vitripennis, também conhecida como vespa-joia. Esse pequeno inseto está se tornando um modelo poderoso para a pesquisa sobre envelhecimento porque, ao contrário de muitos outros invertebrados, tem um sistema funcional de metilação do DNA, assim como os seres humanos, e uma vida útil curta que o torna ideal para o estudo.
Os pesquisadores expuseram as mães da vespa-joia ao frio e à escuridão, o que desencadeou um estado semelhante à hibernação, chamado diapausa, em sua prole. Esse "botão de pausa" natural prolonga a vida adulta dos filhotes em mais de um terço.
Ainda mais notável, as vespas que passaram pela diapausa envelheceram 29% mais lentamente em nível molecular do que suas contrapartes. Seus relógios epigenéticos funcionavam mais lentamente, fornecendo a primeira evidência direta de que o ritmo do envelhecimento biológico pode ser ajustado pelo desenvolvimento em um invertebrado.
"É como se as vespas que fizeram uma pausa no início da vida voltassem com um tempo extra no banco", disse o professor de Biologia Evolutiva Eamonn Mallon, principal autor do estudo, em um comunicado.
"Isso mostra que o envelhecimento não é imutável; ele pode ser desacelerado pelo ambiente, mesmo antes do início da vida adulta.
Embora alguns animais possam retardar o envelhecimento em estados dormentes, este estudo é o primeiro a mostrar que os benefícios podem persistir após a retomada do desenvolvimento, de acordo com os autores. Além disso, a desaceleração molecular não foi apenas um efeito aleatório, mas foi associada a alterações nas principais vias biológicas que são conservadas em todas as espécies, incluindo aquelas envolvidas na detecção de insulina e nutrientes. Essas mesmas vias estão sendo abordadas por intervenções antienvelhecimento em humanos.
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