Alejandro Martínez Vélez - Europa Press - Arquivo
MADRID 28 jan. (EUROPA PRESS) - Um novo estudo liderado pelo Laboratório de Referência de Pneumococos do Centro Nacional de Microbiologia (CNM) do Instituto de Saúde Carlos III (ISCIII) revela que as vacinas contra o pneumococo reduzem a doença invasiva por cepas resistentes a antibióticos na população pediátrica.
A investigação caracterizou o papel das vacinas na resistência do pneumococo aos tratamentos com antibióticos a nível pediátrico. As suas conclusões indicam que as vacinas conjugadas ajudaram a travar a disseminação de serotipos resistentes ao tratamento e que causam a chamada doença pneumocócica invasiva (ENI), que pode gerar quadros graves de meningite aguda, sépsis ou pneumonia.
Os resultados desta investigação, publicados na revista Antimicrobial Agents and Chemotherapy, demonstram que, entre 2009 e 2023, os casos de doença pneumocócica invasiva diminuíram mais de 60% na população pediátrica de 1 a 4 anos e cerca de 50% em crianças menores de um ano.
A equipe do CNM-ISCIII, liderada pela Dra. Miriam Domenech e pelo Dr. José Yuste, explica que, apesar dos grandes avanços alcançados na prevenção contra o pneumococo nos últimos anos, observa-se um aumento de sorotipos de pneumococo não incluídos na vacina, muitos deles também associados à resistência aos antibióticos.
A pesquisa, que analisou a epidemiologia do pneumococo na população pediátrica, destaca o aumento das infecções causadas pelo serotipo 24F, que não está presente em nenhuma das vacinas disponíveis atualmente. Além disso, o estudo analisou o impacto da COVID-19, concluindo que a pandemia gerou uma diminuição temporária dos casos de doença pneumocócica invasiva, incluindo aqueles causados por cepas resistentes e devido a medidas não farmacológicas, seguida por uma recuperação posterior após a retomada da vida social durante a pandemia.
DADOS QUE PERMITIRÃO MELHORAR AS FUTURAS VACINAS Esta investigação, segundo explicam Mirian Domenech e Jose Yuste, permite verificar a eficácia da vacinação na redução da carga da doença na população pediátrica. “Os resultados evidenciam a importância da vigilância microbiológica da doença pneumocócica invasiva, que é fundamental para a análise da evolução e distribuição dos serotipos do pneumococo, tanto os incluídos na vacina como os não incluídos”, explicam os pesquisadores.
Segundo acrescentam, o estudo permite avançar na detecção e no estudo de novos serotipos não cobertos pelas vacinas atuais, um aspecto que consideram fundamental para orientar e melhorar o desenho de futuras vacinas.
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