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MADRID 18 mar. (EUROPA PRESS) -
As rupturas musculares em pacientes idosos têm aumentado nas últimas décadas, uma situação que se deve à maior longevidade e ao envelhecimento ativo dessas pessoas, conforme apontado pelo radiologista musculoesquelético do Hospital Universitário Sanitas La Zarzuela, Dr. Javier Fernández Jara.
O especialista, que pertence à Sociedade Espanhola de Radiologia Médica (SERAM), explicou que os idosos são mais ativos do que no passado, e sua participação em atividades recreativas e esportivas pode levá-los a sofrer esse tipo de lesão.
Com o avanço da idade, a elasticidade e a resistência dos tecidos musculares e tendinosos também diminuem, e o surgimento de comorbidades como sarcopenia, diabetes ou distúrbios vasculares pode predispor a rupturas; alguns medicamentos comuns em idosos, como corticosteroides ou estatinas, podem aumentar a suscetibilidade muscular.
"É importante ter um bom tônus muscular à medida que envelhecemos porque manter um bom tônus muscular protege as articulações, pois os músculos atuam como estabilizadores dinâmicos que absorvem e distribuem cargas mecânicas durante o movimento. A fraqueza muscular contribui para a instabilidade das articulações, o que aumenta o estresse sobre a cartilagem e os tecidos circundantes, favorecendo o desenvolvimento e a progressão da osteoartrite", disse o Dr. Jara.
Nesse sentido, ele enfatizou que o fortalecimento da musculatura "não apenas melhora" a estabilidade da articulação, mas também "previne" danos cumulativos, promovendo maior funcionalidade e qualidade de vida.
O aumento no diagnóstico de rupturas musculares também está relacionado aos avanços nas técnicas de imagem, como a ressonância magnética ou o ultrassom de alta resolução, que melhoraram "significativamente" a capacidade de diagnosticar rupturas musculares que antes poderiam passar despercebidas ou ser atribuídas a "dores musculares inespecíficas".
O especialista enfatizou que a radiologia "desempenha um papel fundamental" no tratamento de rupturas musculares em pacientes idosos, tanto no momento do diagnóstico quanto durante o acompanhamento, e que ferramentas como o ultrassom possibilitam a avaliação de lesões musculares em tempo real, sendo o primeiro exame a ser realizado quando há suspeita de rupturas musculares.
Os exames de ressonância magnética são o "padrão ouro" para a avaliação dessas lesões, pois fornecem informações detalhadas sobre a localização, a extensão do dano e o envolvimento dos tecidos adjacentes, além de ter um "alto valor preditivo negativo".
O trabalho do radiologista permite a avaliação de fatores associados à identificação de comorbidades musculares, como atrofia de gordura ou alterações nos tendões ou no tecido conjuntivo, que influenciam o prognóstico.
Também serve como guia em tratamentos intervencionistas, como procedimentos guiados por imagem (infiltrações ou drenos), que são "essenciais" para o controle da dor e a recuperação funcional desses pacientes.
Essa especialidade também é responsável pelo monitoramento e pelo prognóstico, pois a imagem permite avaliar a evolução da lesão e as adaptações musculares, o que ajuda a elaborar estratégias de reabilitação personalizadas.
"Também é importante destacar a importância da colaboração multidisciplinar (radiologistas, fisioterapeutas e médicos de reabilitação) para otimizar os resultados nesses pacientes", acrescentou.
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