MADRID 9 jul. (EUROPA PRESS) -
As primeiras amostras de rocha coletadas pela missão chinesa Chan'e-6 lançam luz sobre o "lado escuro" da Lua. Amostras de solo do lado mais distante da Lua oferecem pistas sobre a origem da assimetria lunar e os efeitos dos impactos das "mega-bacias" na evolução dos planetas rochosos, de acordo com descobertas publicadas na revista Nature.
Embora muitas vezes seja chamado de "lado escuro", a parte da Lua que fica longe da Terra recebe tanta luz solar quanto o lado que pode ser visto à noite.
Entretanto, o lado mais distante da Lua permaneceu escuro por muito tempo em outro sentido. Apenas 24 pessoas o viram pessoalmente e, antes de junho de 2024, nenhuma amostra havia sido coletada de locais conhecidos no lado escuro.
No ano passado, a missão Chang'e-6, desenvolvida pela Administração Espacial Nacional da China (CNSA), fez história ao devolver as primeiras amostras do lado oculto da Lua.
Os pesquisadores estão usando amostras de lava de 2,8 bilhões de anos da Cratera South Pole-Aitken (SPA), no lado oculto da Lua, para esclarecer as diferenças na origem e na evolução das faces visível e oculta da Lua.
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