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MADRID, 25 jun. (EUROPA PRESS) -
Embora a evolução reprodutiva das plantas com flores (angiospermas) seja tradicionalmente associada à crise biótica do final do Cretáceo, novas pesquisas da Universidade da Califórnia, em Berkeley (Estados Unidos), sugerem que as estratégias de dispersão das angiospermas já haviam se diversificado naquela época.
O estudo, publicado na revista “Science”, baseia-se em uma análise de diásporas de plantas com flores (as unidades que compreendem sementes e estruturas associadas) de um sítio fóssil florestal do Cretáceo Superior no Novo México. As plantas com flores apresentam uma notável diversidade no tamanho e na forma dos frutos e sementes, o que reflete uma morfologia adaptada à dispersão pelo vento, pela água e pelos animais.
Acredita-se que essa diversidade tenha se originado durante o Paleógeno, apesar de um aumento anterior na abundância e diversificação das angiospermas ao longo do Cretáceo. Neste trabalho, Jaemin Lee et al. sugerem uma origem anterior da variação nas sementes e frutos das angiospermas. Eles descrevem uma coleção relativamente bem preservada de 77 morfotipos de diásporas de uma floresta fóssil do Cretáceo Superior no Novo México, EUA, que apresenta frutos carnudos e um peso médio semelhante ao de um mirtilo.
Embora provavelmente tenham sido dispersadas por vertebrados, seu surgimento pode ter feito parte da transição para florestas tropicais úmidas e sombreadas, em vez de ter sido impulsionado pela diversificação dos vertebrados. “Os resultados ampliam nossa compreensão da ecologia florestal e das interações entre plantas e animais durante a primeira metade da história evolutiva das angiospermas”, concluem os autores.
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