RASI BHADRAMANI/ ISTOCK - Arquivo
MADRID 21 jan. (EUROPA PRESS) - As mutações do gene ACOX2 não podem explicar os casos de hepatite aguda pediátrica, de acordo com uma investigação realizada por pesquisadores da área CIBER de Doenças Hepáticas e Digestivas do CIBER (CIBEREHD) na Universidade de Salamanca e no IIS Biogipuzkoa.
Nos últimos anos, tem havido um número elevado de casos de hepatite aguda pediátrica de causa desconhecida em toda a Europa. Esses casos, descritos em menores de 14 anos, levaram à hospitalização e, em alguns casos, a um transplante de fígado. Como a origem é desconhecida, foram propostas infecções por adenovírus ou certas variantes do SARS-CoV-2 como causa, embora ainda não esteja claro.
Com base na experiência do grupo de pesquisa no tema, questionou-se se as mutações do gene ACOX2 poderiam estar envolvidas nesses casos. Sabe-se que as mutações nesse gene favorecem o acúmulo de metabólitos tóxicos no fígado, aumentando a vulnerabilidade do fígado a outros fatores e, como consequência, gerando lesões mais graves.
Neste trabalho, publicado na revista científica internacional Journal of Clinical and Translational Hepatology, também participaram pesquisadores da área de Epidemiologia e Saúde Pública do CIBER (CIBERESP) no Centro Nacional de Microbiologia do Instituto de Saúde Carlos III.
Para elucidar o papel do gene ACOX2 nos casos de hepatite aguda pediátrica, este gene foi analisado em 50 casos e, com o objetivo de comparar os resultados, em 23 adultos com outras doenças hepáticas. Como resultado, apenas foram encontradas mutações neste gene num caso pediátrico e noutro em adulto e, provavelmente, não afetariam completamente a função do gene. Assim, “isso faz parte do processo científico: com base no conhecimento e na experiência prévia, você faz uma pergunta, entra em contato com colegas de profissão para contrastar essa pergunta e nos dedicamos a isso. Procuramos amostras, recursos e financiamento e vemos os resultados. Neste caso, o resultado foi negativo, mas é assim que a ciência funciona, temos que saber onde continuar e onde não continuar. Agora teremos que pensar em quais outros fatores temos que investigar para conhecer a causa desses casos e começar a trabalhar”, afirma Luis Bujanda, responsável pela área de doenças hepáticas e gastrointestinais do IIS Biogipuzkoa e pesquisador do CIBEREHD.
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