Publicado 17/05/2025 03:46

As máquinas de lavar domésticas são insuficientes para desinfetar os uniformes dos profissionais de saúde.

Archivo - Arquivo - Máquina de lavar roupa
MEDIAGFX/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 17 maio (EUROPA PRESS) -

As máquinas de lavar domésticas não são suficientes para desinfetar os uniformes da equipe de saúde, pois não removem patógenos importantes que aderem às roupas, o que pode contribuir para a disseminação de infecções em hospitais, segundo um estudo da Universidade De Montfort (Reino Unido).

De acordo com o estudo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) identificou "Enterococcus faecium", "Staphylococcus aureus", "Klebsiella pneumoniae", "Acinetobacter baumanii", "Pseudomonas aeruginosa" e "Enterobacter spp." como espécies "prioritárias" por serem as principais causas de infecções hospitalares.

Estudos anteriores mostraram que "P. aeruginosa", "Escherichia coli", "E. faecium" e "S. aureus" podem sobreviver por pelo menos 20 dias em tecidos de algodão, enquanto "E. faecium" e "S. aureus" ainda estão vivos após sete dias em tecidos de poliéster.

A esse respeito, foram relatados vários casos de infecções hospitalares associadas a tecidos para a área da saúde; por exemplo, em 2002, um surto de "Acinetobacter baumanii" resistente a carbapenem foi vinculado à contaminação de cortinas, superfícies de camas, equipamentos e cabeças de esfregões. Em 2012, houve um surto de "Bacillus cereus" em um hospital de Cingapura, que teve origem na roupa de cama.

A nova pesquisa, publicada na "PLOS One", avalia a eficácia de seis modelos de máquinas de lavar domésticas na desinfecção da roupa de cama usada por médicos e enfermeiros em seu trabalho diário. Para isso, os autores colocaram biomarcadores de "E. faecium" em um saco de algodão, que foi testado em ciclos de lavagem rápidos e padrão.

Os resultados mostram que metade das máquinas de lavar não conseguiu desinfetar as roupas durante o ciclo rápido, enquanto um terço não limpou o suficiente durante o ciclo padrão.

PRESENÇA DE AGENTES PATOGÊNICOS

Além disso, a equipe de pesquisa analisou a presença de bactérias potencialmente patogênicas dentro de 12 modelos de máquinas de lavar. Para isso, eles coletaram amostras da entrada do tubo da gaveta de detergente e da parte inferior da vedação de borracha do tambor de cada uma das máquinas.

A análise do microbioma das amostras mostrou que três classes principais de bactérias representavam mais de 60% das bactérias detectadas em todas as amostras, a saber, "Actinomycetes", "Gammaproteobacteria" e "Alphaproteobacteria". Além disso, foram detectados genes de resistência a antibióticos em todas as amostras sequenciadas.

A pesquisa também mostrou que as bactérias podem desenvolver resistência a detergentes domésticos, o que, por sua vez, aumenta sua resistência a determinados antibióticos.

À luz dessas descobertas, os especialistas defenderam a revisão das diretrizes de lavagem fornecidas aos profissionais de saúde para garantir que as máquinas de lavar domésticas façam uma desinfecção eficaz. Como alternativa, eles propuseram que os estabelecimentos de saúde sejam responsáveis pela lavagem dos uniformes com máquinas industriais.

"Nossa pesquisa mostra que as máquinas de lavar domésticas muitas vezes não conseguem desinfetar os tecidos, permitindo que bactérias resistentes a antibióticos sobrevivam. Se levarmos a sério a transmissão de doenças infecciosas por meio de têxteis e a luta contra a resistência antimicrobiana, precisamos repensar como lavamos as roupas de nossos profissionais de saúde", concluíram os pesquisadores.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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