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MADRID 23 abr. (EUROPA PRESS) -
As listas de espera para intervenções cirúrgicas não urgentes caíram ligeiramente, com um total de 846.583 pacientes pendentes de cirurgia no final de 2024, o que representa uma diminuição de 0,35% em relação a dezembro de 2023, de acordo com dados publicados na quarta-feira pelo Ministério da Saúde.
As informações compartilhadas pelo departamento ministerial destacam uma redução de dois dias no tempo médio de espera para os pacientes serem operados, ficando em 126 dias, enquanto 22,9% dos pacientes estavam esperando há mais de seis meses, uma redução de 1,4 pontos em relação ao ano anterior.
Em comparação com os dados do corte de junho de 2024, o volume das listas de espera diminuiu, pois havia 848.342 pacientes sem cirurgia naquele momento. No entanto, o tempo de espera aumentou, já que no início do verão era de 121 dias.
Como nos anos anteriores, a Traumatologia lidera a lista de especialidades com o maior número de listas de espera (204.140 em comparação com 206.375 em dezembro de 2023). Em seguida, vem a Oftalmologia, com 169.447 pacientes em espera, em comparação com 177.844 no ano passado, e a Cirurgia Geral e Digestiva, com 151.713, em comparação com 156.254.
Da mesma forma, a Cirurgia Torácica se repete como a especialidade com o menor número de pessoas em espera, com um total de 2.587 pacientes, o que implica um aumento em comparação com os números de dezembro de 2023, quando havia 2.450 pessoas na lista de espera.
As especialidades com os menores tempos médios de espera são Cirurgia Cardíaca, com 67 dias, e Dermatologia e Oftalmologia, com 72 e 83 dias, respectivamente. Em contrapartida, a especialidade com o maior tempo médio de espera continua sendo a Cirurgia Plástica, com 258 dias, seguida pela Neurocirurgia, com 191 dias, e pela Angiologia e Cirurgia Vascular, com 160 dias.
OS PROCESSOS SUJEITOS A GARANTIA RESPEITAM O PRAZO
Os 11 procedimentos frequentes monitorados especificamente nesse sistema de informação têm um tempo médio de espera de 96 dias. Quanto aos cinco procedimentos cirúrgicos sujeitos à garantia de tempo de espera no Sistema Único de Saúde (SNS), todos eles têm um tempo de espera inferior aos 180 dias estabelecidos.
Especificamente, o procedimento com o menor tempo de espera é a cirurgia coronariana, ou seja, o by-pass coronariano, que é de 45 dias, com apenas 1,2% dos pacientes esperando mais do que o máximo estabelecido. A cirurgia cardíaca valvular, por sua vez, tem um tempo médio de espera de 65 dias e 5% dos pacientes esperam mais de 180 dias.
No procedimento mais frequente, a cirurgia de catarata, o tempo médio de espera é de 69 dias e 4,6% dos pacientes esperam mais de 180 dias. Os procedimentos com os maiores atrasos são as substituições de quadril e joelho, com 103 e 120 dias de espera, respectivamente, e essas também são as operações para as quais a maior porcentagem de pacientes excede o tempo máximo de espera de 180 dias; especificamente, 15,3% e 18,4% dos pacientes excedem esse limite para cada uma das operações.
Em 2024, o aumento no número de pacientes na lista de espera para cirurgia programável não urgente foi de 4,7% em relação ao ano anterior, com um aumento semelhante no número de pacientes que deixaram a lista de espera para cirurgia.
Em 31 de dezembro de 2024, 83 de cada 1.000 pessoas estavam registradas em uma lista de espera para uma primeira consulta com um médico de atendimento especializado do hospital. Essa taxa é 1,7 ponto maior do que em dezembro de 2023. O tempo médio de espera para esses pacientes é de 105 dias, quatro dias a mais do que no limite de dezembro de 2023.
A proporção de pacientes que tiveram uma data de consulta designada para mais de 60 dias é de 62,3%. Esse indicador, que em dezembro de 2023 era de 56,3%, sofreu um ajuste em seu cálculo, de acordo com o Ministério da Saúde, portanto não é possível compará-lo nesse ponto de corte.
Os tempos de espera mais curtos são observados em Cirurgia Geral, com um tempo médio de espera de 57 dias, Ginecologia, com 68 dias, e Cardiologia, com 71 dias. As especialidades com os maiores tempos de espera são: Dermatologia, com 131 dias. Neurologia, com 129 dias, e Traumatologia, com 119 dias.
EXTREMADURA E ANDALUZIA, A CCAA COM OS MAIORES TEMPOS DE ESPERA
Mais uma vez, a Extremadura é a comunidade autônoma em que os pacientes têm de esperar mais tempo por uma cirurgia, 178 dias, seguida pela Andaluzia, que se repete como a segunda comunidade líder, com 176 dias de espera. A média nacional, de 126 dias, também é superada pela Cantábria (151), Catalunha (145), Aragão (144) e Melilla (137).
Abaixo da média nacional estão as Ilhas Canárias (122), Castela-La Mancha (113), Múrcia (107), Ilhas Baleares (99), Castela e Leão (95), Navarra (94), Valência (93), Astúrias (90), Ceuta (83), Galícia (67), La Rioja (64), País Basco (59) e Comunidade de Madri (48).
Se for levada em conta a taxa de lista de espera por 1.000 habitantes, a Cantábria é a região no topo dessa classificação, com 29,37 pacientes por 1.000 habitantes e 16.925 pacientes no total aguardando cirurgia. Em seguida, vem a Catalunha, com 25,10 pacientes por 1.000 habitantes e 196.911 pacientes no total; e a Extremadura, com 24,03 por 1.000 habitantes e 24.467 pacientes no total.
Em seguida, vêm Andaluzia, com 23,11 (194.159); Múrcia, com 22,46 (35.156); Astúrias, 22,04 (22.131); Aragão, 20,86 (28.256); La Rioja, 19,93 (6.442); Galícia, 18,51 (48.335); Castilla-La Mancha, 17,47 (34.694); Navarra, 156,83 (10.535); Canarias, 15,29 (32.948); Melilla, 13,12 (928); Castilla y León, 11,86 (27.525); Baleares, 11,47 (14.095); Comunidad Valenciana, 11,08 (56.247); Comunidad de Madrid, 10,41 (73.436); Ceuta, 10,35 (784); e País Vasco, 10,16 (22.609).
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