Rocío Ruz - Europa Press - Arquivo
MADRID, 23 jun. (EUROPA PRESS) -
O Observatório de Saúde e Mudanças Climáticas do governo espanhol constatou um aumento de 10% no número de internações durante episódios de altas temperaturas, uma situação que afeta especialmente os idosos, pessoas com doenças crônicas e outros grupos vulneráveis.
Por isso, decidiu lançar um guia para comunicar os riscos do calor extremo e promover comportamentos de autoproteção, considerando necessário transmitir mensagens "mais eficazes" sobre as consequências do calor extremo em um contexto de verões "cada vez mais longos e quentes" como resultado das mudanças climáticas.
O documento oferece ferramentas e recomendações baseadas em evidências científicas para que jornalistas, comunicadores institucionais, equipes de saúde e funcionários públicos possam transmitir mensagens mais eficazes ao público.
"O calor nos deixa doentes e nos mata. As altas temperaturas têm um forte impacto negativo sobre a saúde, aumentando as internações hospitalares, agravando as doenças existentes e causando insolação", diz um dos pontos do documento, que também fornece ferramentas para transmitir mensagens "claras, úteis e consistentes" com o objetivo de prevenir a insolação.
O documento também enfatiza que a temperatura na qual o calor começa a ter impacto sobre a saúde é diferente em cada região, dependendo do nível de adaptação de sua população. "28 graus na Galícia podem ser piores para a saúde do que 37 graus na Andaluzia", diz o texto.
Da mesma forma, destaca-se a necessidade de levar em conta os diferentes fatores que podem afetar o risco do calor sobre a saúde das pessoas, como os de natureza individual, ambiental, ocupacional, social ou local, sendo a idade, o sexo e a existência de patologias prévias os "mais importantes".
O guia também defende a adaptação das políticas públicas e dos comportamentos, que podem compensar "parcialmente" os aumentos de temperatura decorrentes das mudanças climáticas, como enquadrar as mensagens em termos de alto risco e alta eficácia, promover comportamentos "simples e eficazes", como hidratação frequente ou evitar a exposição nos horários de pico de calor, e adaptar as mensagens aos diferentes perfis de vulnerabilidade, levando em conta fatores sociais, econômicos e territoriais.
Recomenda-se também escolher "adequadamente" o tom e os recursos visuais, evitando imagens que possam reforçar a ideia de "prazer sem risco", além de contar com fontes "confiáveis", como profissionais de saúde, meteorologistas ou cientistas.
Para avaliar o risco do calor para a saúde, é aconselhável confiar nos alertas do Meteosalud, dependente do Ministério da Saúde, em vez dos da Aemet, pois o sistema do Meteosalud é "especialmente projetado" para proteger a saúde dos cidadãos contra o calor, enquanto os alertas da Aemet servem para alertar outras áreas da sociedade.
Os alertas do Meteosalud têm três níveis de risco de calor para a saúde (amarelo, laranja e vermelho), e esse nível pode ser aumentado por fatores pessoais, ambientais, ocupacionais e sociais que aumentam a vulnerabilidade.
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