CEDIDO POR CONSEJERÍA DE SANIDAD
LAS PALMAS DE GRAN CANÁRIA 27 mar. (EUROPA PRESS) -
A secretária de Saúde do Governo das Canárias, Esther Monzón, exigiu que o Ministério da Saúde resolva o conflito com os médicos, que mantêm em vigor a convocação de greve nacional devido a divergências sobre o Estatuto-Quadro aprovado recentemente, um documento que conta com a rejeição do corpo médico do país.
Em um comunicado, o departamento regional explicou que tal solicitação foi feita nesta sexta-feira durante o Conselho Interterritorial do Sistema Nacional de Saúde, realizado em Madri.
Monzón expôs que o conflito e as jornadas de greve estão causando um impacto significativo nos pacientes e nos sistemas de saúde, pelo que instou a ministra, Mónica García, a avançar para uma solução dialogada e consensual que garanta, ao mesmo tempo, a qualidade assistencial e jurídica em todo o sistema nacional de saúde, permitindo manter a equidade em todos os territórios.
Para a conselheira das Canárias, cada dia de greve significa que há pacientes que podem perder sua consulta, um exame ou uma intervenção cirúrgica, pelo que as consequências têm um impacto na saúde das pessoas e na organização dos serviços.
Por isso, a secretária enfatizou a necessidade de chegar a um consenso com o comitê de greve para evitar que as três semanas de greve previstas entre abril e junho se concretizem.
Segundo ela, nas Canárias, somente na última convocação de greve, com duração de cinco dias, foram canceladas 16.000 consultas médicas, incluindo as de Atenção Primária e as de Atenção Hospitalar, além de 345 intervenções cirúrgicas.
Ela também precisou que essa negociação deve ser acompanhada por um pacote de medidas que garanta que os acordos sejam viáveis, e isso passa por colocar sobre a mesa propostas para resolver o déficit de especialistas e um maior financiamento para atender às necessidades decorrentes dos acordos.
Nesse sentido, ele precisou que o financiamento garante a equidade e que não haja comunidades de primeira e de segunda classe no que diz respeito à prestação de serviços de saúde e aos direitos trabalhistas.
Por fim, Monzón expressou sua posição quanto à necessidade de ouvir os sindicatos médicos, após ter enviado na semana passada uma carta à ministra, juntamente com os secretários de Saúde do País Basco e de Castela-La Mancha, para propor a designação de uma figura de mediação independente que facilitasse o diálogo entre o Ministério da Saúde e o coletivo médico.
Nessa carta, reiterou à ministra sua disposição de trabalhar em conjunto para uma resolução positiva do conflito, em benefício tanto dos profissionais quanto da população.
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