Publicado 11/08/2026 10:44

As doenças transmitidas por alimentos causam mais de um milhão de mortes por ano no mundo, segundo o CEBAS-CSIC

Ana Allende Prieto no curso “Ciência e inovação” da UIMP.
JUAN MANUEL SERRANO ARCE/UIMP

SANTANDER 11 ago. (EUROPA PRESS) -

As doenças transmitidas por alimentos causam mais de um milhão de mortes por ano em todo o mundo, incluindo bactérias, vírus, parasitas ou certos riscos químicos, e isso apesar dos avanços tecnológicos.

Foi o que informou nesta terça-feira a professora pesquisadora do CEBAS-CSIC, Ana Allende Prieto, por ocasião de sua participação no curso de verão “Ciência e inovação para uma alimentação saudável e sustentável na crise do custo de vida”, da Universidade Internacional Menéndez Pelayo de Santander, conforme informou a UIMP em comunicado à imprensa.

Durante sua palestra, Allende falou sobre o paradigma da segurança alimentar atual que, segundo ela, está passando por uma “transformação crítica”.

No entanto, ela destacou que já é possível detectar “com rigor” os perigos e riscos nos alimentos consumidos. Como exemplo, ela apontou que, antigamente, não se sabia que tipo de Listeria poderia ser encontrada no leite, mas agora o sequenciamento do genoma permite identificar a bactéria “pelo nome completo”.

Além disso, a professora se referiu à implementação da inteligência artificial na pesquisa como apoio, por exemplo, para simular ou supervisionar o comportamento humano dentro das fábricas de processamento.

Ela também ressaltou a diferença entre “perigo” e “risco” na pesquisa sobre saúde alimentar. Nesse ponto, ela explicou que o perigo pode causar dano, enquanto o risco é a probabilidade de que um perigo cause dano. “Para nossa pesquisa, é imprescindível analisar cuidadosamente os riscos”, destacou.

Da mesma forma, indicou que não existe um “risco zero”; ou seja, “mesmo que todos os protocolos sejam aplicados, há uma pequena possibilidade de contrair uma doença por meio dos alimentos que consumimos”, afirmou.

Por fim, Allende analisou o conceito “One Health”, que concebe a saúde humana, animal e ambiental como um todo interconectado.

Nesse sentido, ele afirmou que “a segurança alimentar não é uma questão de oposições”, mas “uma negociação de risco na qual a saúde pública se alia à viabilidade econômica e aos limites ecológicos do planeta”.

Este curso aborda os sistemas alimentares sustentáveis sob a ótica da ciência, integrando nutrição, inovação, digitalização, inteligência artificial e a abordagem “One Health” para enfrentar a insegurança alimentar, as mudanças climáticas e outros desafios globais.

Ele foi concebido para que os alunos compreendam como a pesquisa científica pode orientar a tomada de decisões estratégicas de governança e o desenvolvimento de políticas públicas, sem envolver reguladores nem convidados externos.

É voltado para alunos de pós-graduação, pesquisadores e profissionais das áreas de alimentação, nutrição, ciências da vida, ciências sociais e áreas afins, interessados em inovação alimentar, sustentabilidade e segurança nutricional.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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