Publicado 20/07/2026 16:02

As crianças e os macacos compartilham uma compreensão comum da geometria

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GETTY IMAGES/ISTOCKPHOTO / YUGANOV KONSTANTIN

MADRID 20 jul. (EUROPA PRESS) -

Um novo estudo da Universidade Carnegie Mellon (Estados Unidos) sugere que crianças e macacos compartilham uma compreensão comum da geometria.

Graças à sua capacidade de usar ferramentas, lembrar-se de rostos e até mesmo aprender a se comunicar com os humanos por meio da linguagem de sinais, os primatas não humanos são considerados entre as criaturas mais inteligentes do planeta. No entanto, alguns conceitos, como a geometria, têm sido tradicionalmente considerados fora do alcance dos parentes mais próximos da humanidade. Mas esse novo estudo, publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”, põe em dúvida essa ideia predominante.

“O que nos surpreendeu não foi apenas o fato de os macacos conseguirem realizar a tarefa”, comenta Jessica Cantlon, neurocientista cognitiva do Departamento de Psicologia e do Instituto de Neurociência da Universidade Carnegie Mellon e autora principal do estudo. “Foi o fato de que os macacos, as crianças e os adultos pareciam pensar sobre as relações geométricas de uma maneira fundamentalmente semelhante. Isso sugere que essas intuições fazem parte da arquitetura básica da mente dos primatas”.

Para chegar a essa conclusão, Cantlon e sua equipe ofereceram a babuínos-oliva e macacos-rhesus lanches nutritivos à base de frutas em troca de sua participação em um jogo de emparelhamento de figuras geométricas bidimensionais em uma tela sensível ao toque.

“Isso pode parecer fácil, mas, na verdade, é bastante difícil, pois não há características distintivas entre os objetos, nem grandes diferenças de cor, tamanho ou forma”, acrescenta Cantlon. Em vez disso, os macacos precisavam encontrar o par correto baseando-se exclusivamente na semelhança geométrica.

Os pesquisadores também realizaram o mesmo experimento com dezenas de crianças em idade pré-escolar (de 3 a 6 anos) na Escola Infantil da Universidade Carnegie Mellon, bem como com 79 adultos do povo indígena “Tsimane” da Bolívia. Como um grupo de agricultores e coletores, os “Tsimane” não recebem o mesmo tipo de educação formal que nos Estados Unidos. Vinte e um adultos norte-americanos também participaram do estudo.

“Isso nos permitiu diferenciar a idade da experiência cultural”, afirma Cantlon. “Porque, às vezes, quando se tenta estudar algo em crianças, pode ser difícil discernir se a habilidade delas é resultado do desenvolvimento ou se foi aprendida por meio da educação ou da experiência.”

No final, os pesquisadores descobriram que, em todos os grupos — duas espécies de primatas não humanos, crianças humanas e adultos humanos —, havia uma clara continuidade na maneira como os primatas e os humanos concebiam a geometria básica.

“A intuição geométrica é algo que os humanos, com o tempo, transformam em matemática e ciências”, resume Cantlon. “Portanto, se quisermos compreender como as crianças aprendem geometria, precisamos entender quais conhecimentos prévios elas possuem antes do início da instrução formal. Este estudo sugere que as crianças partem de intuições profundas e ancestrais sobre forma e espaço. A educação pode se basear nessas intuições, em vez de tratar a geometria como algo que deve ser ensinado do zero”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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