Publicado 22/07/2026 11:11

As comunidades pedem mais tempo ao Ministério da Saúde para aprovar os novos indicadores das listas de espera

Exigem uma “análise rigorosa” e o “máximo consenso”

A ministra da Saúde, Mónica García, durante uma coletiva de imprensa para informar sobre as medidas de gestão pública adotadas, em 22 de julho de 2026, em Madri (Espanha). Mónica García comparece diante da imprensa após presidir a sessão plenária do
Gustavo Valiente - Europa Press

MADRID, 22 jul. (EUROPA PRESS) -

A ministra da Saúde, Mónica García, informou nesta quarta-feira que as comunidades autônomas solicitaram mais tempo para aprovar, no Conselho Interterritorial do Sistema Nacional de Saúde (CISNS), a padronização das informações sobre as listas de espera.

“Estamos de acordo e lhes daremos mais tempo. Confiamos que, em setembro, possamos aprovar um texto que já foi consensuado — insisto — com suas equipes técnicas, para impulsionar um novo decreto real que traga transparência e rastreabilidade às listas de espera, cuja gestão cabe às comunidades autônomas”, afirmou García durante a coletiva de imprensa após o CISNS.

Um dos pontos da pauta do CISNS era a aprovação da padronização das informações sobre as listas de espera do Sistema Nacional de Saúde. Mais especificamente, estabelecer os critérios, indicadores e requisitos mínimos, básicos e comuns para as informações sobre as listas de espera de consultas ambulatoriais, exames diagnósticos e terapêuticos, intervenções cirúrgicas e consultas de Atenção Primária.

Nesse contexto, García explicou que o objetivo é incorporar esses indicadores em um futuro decreto real que substitua o vigente desde 2003. A ministra da Saúde defendeu a necessidade de dispor de informações mais precisas sobre as listas de espera. “Precisamos saber, porque não é a mesma coisa o tempo de espera para tratar uma variz e o tempo de espera para tratar um câncer”, afirmou.

A ministra destacou que as comunidades autônomas concordam com a reforma do decreto real sobre listas de espera e demonstrou confiança de que ele possa ser aprovado no próximo mês de setembro. “Consideramos que um dos principais problemas que o Sistema Nacional de Saúde enfrenta atualmente é a percepção dos cidadãos sobre as listas de espera. Temos que abordar essa questão, sabendo que sua gestão é de competência das comunidades autônomas, mas também garantindo a transparência”, destacou.

EXIGE UMA “ANÁLISE RIGOROSA”

Por meio de uma posição comum, as comunidades autônomas explicaram que solicitaram ao Ministério da Saúde o adiamento da aprovação, ao considerarem que um assunto dessa importância requer uma “análise rigorosa” e o “máximo consenso” entre todas as administrações envolvidas.

“Entendemos que sua análise deve ser abordada previamente no âmbito da Comissão Delegada, órgão técnico competente para analisar em profundidade esse tipo de questão e chegar a uma proposta suficientemente madura”, argumentaram.

Além disso, destacaram que as alegações e observações formuladas pelas diversas comunidades autônomas durante o processo de tramitação não foram incorporadas ao texto, o que, em sua opinião, dificulta a obtenção do consenso necessário.

“Estamos convencidos de que uma decisão dessa natureza deve ser adotada após um processo de diálogo e reflexão técnica que garanta a máxima segurança jurídica, homogeneidade metodológica e confiança nos dados resultantes”, conclui o posicionamento.

ATLAS DE ASSISTÊNCIA À DOENÇA TRAUMÁTICA GRAVE

Por outro lado, o Ministério da Saúde informou as comunidades autônomas sobre o Atlas de Assistência à Doença Traumática Grave, uma ferramenta com a qual pretende melhorar o atendimento a pacientes politraumatizados.

“No Ministério, nos perguntamos se todos os pacientes politraumatizados — seja por um acidente de trânsito, uma queda ou qualquer outro tipo de acidente — estão sendo atendidos no centro mais adequado. Assim como acontece com o infarto ou o AVC, essas são patologias em que o tempo é um fator determinante”, explicou García.

A ministra destacou que o objetivo é definir as isócronas e garantir que os pacientes com traumatismos cranioencefálicos, medulares ou torácicos complexos, bem como os politraumatizados, sejam atendidos “no melhor local e no menor tempo possível”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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