UNSPLASH - CAMILO JIMENEZ
MADRID 17 out. (EUROPA PRESS) -
As sirenes de ambulância nem sempre soam da mesma forma e o motivo disso não é coincidência. Por trás de cada tom há um propósito específico, projetado para se adaptar à situação, ao tipo de estrada e à urgência do aviso. O que para o ouvido parece ser apenas uma sequência de sons agudos ou prolongados, para as equipes de emergência é uma ferramenta que pode fazer a diferença entre chegar a tempo ou não.
Isso é explicado por Mario Nieto, técnico em emergências de saúde e estudante de medicina, em um vídeo publicado em suas redes sociais. Nele, ele detalha os diferentes tons usados pelas ambulâncias e por que cada um tem uma função específica no gerenciamento e na segurança do tráfego.
WAIL: O SOM LONGO E ONDULADO
O "wail" é o tom mais conhecido e se caracteriza por seu som longo e ondulado. Ele é usado em estradas abertas e vias expressas, onde pode ser ouvido a uma distância maior. Sua função é dar um aviso antecipado aos motoristas à frente para que saiam da estrada antes que a ambulância os alcance.
YELP: O RÁPIDO E AGUDO
Em ambientes urbanos, o som muda. Em ruas estreitas, cruzamentos ou áreas com tráfego denso, as ambulâncias usam o "yelp", um tom mais rápido e agudo que corta melhor o ruído ambiente. Sua cadência curta e repetitiva ajuda a captar a atenção imediata dos motoristas próximos, especialmente ao frear ou mudar de direção.
HI-LO: O CLÁSSICO "NI-NO".
O "hi-lo" alterna entre dois tons - um alto e um baixo - e é frequentemente usado em situações especiais, como quando vários serviços de emergência coincidem ou em incidentes com várias vítimas. Ele também pode ser ouvido quando as ambulâncias estão se aproximando de áreas lotadas ou trabalhando em coordenação com os bombeiros ou a polícia. Seu ritmo bimodal facilita a identificação e a distinção de outros sinais acústicos.
AIRHORN: A BUZINA DE EMERGÊNCIA
Às vezes, nem a sirene nem as luzes são suficientes para fazer o motorista parar. Nesses casos, as equipes de emergência recorrem à "airhorn", uma buzina de ar comprimido que emite um som seco e potente. Ela não é usada continuamente, mas sim como um aviso para atrair a atenção imediata daqueles que não ouviram a sirene.
Os diferentes tons, portanto, não refletem preferências locais ou diferenças entre os modelos de ambulância. Eles fazem parte de um sistema de sinalização padronizado que busca otimizar a resposta em cada ambiente.
"Cada som tem um motivo prático: ganhar segundos. E, em emergências, esses segundos podem significar a diferença entre salvar uma vida ou chegar tarde demais", conclui Mario.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático