Publicado 12/08/2026 14:32

A Arrakihs, primeira missão do Programa Científico da ESA liderada pela Espanha, tentará recriar a história cósmica

LEÓN 12 ago. (EUROPA PRESS) -

Arrakihs, a primeira missão do Programa Científico da Agência Espacial Europeia (ESA) liderada pela Espanha, buscará recriar a história cósmica e aprofundar-se na evolução das galáxias.

Foi o que explicou nesta quarta-feira o responsável pela missão, Carlos Corral Van Damme, que destacou que a iniciativa tentará responder a questões fundamentais sobre o universo, desde como ele se originou ou como irá evoluir até de que é feito ou se existem planetas semelhantes à Terra.

Com lançamento previsto para o final de 2030, o Arrakihs captará a luz fraca dos halos de galáxias próximas. Ao revelar o invisível, permitirá reconstruir a história cósmica e compreender como as galáxias se formam e evoluem.

Carlos Corral Van Damme fez essas declarações no Palácio de Exposições e Congressos de León, por ocasião do programa que a ESA realiza em colaboração com a Prefeitura de León e a Universidade de León (ULE) durante o dia do eclipse solar.

O cientista explicou que a Arrakihs é uma missão “rápida” do programa Cosmic Vision da ESA: um tipo de missão que requer menos de dez anos desde sua seleção (que ocorreu em novembro de 2022, no caso da Arrakihs) até seu lançamento. Isso permitirá, segundo ele, que os dados sejam recebidos “muito em breve”, já que o lançamento está previsto para 2030.

MATÉRIA ESCURA

Com relação à matéria escura, ele afirmou que não se sabe exatamente o que ela é, mas conhece-se seu efeito gravitacional para manter as galáxias unidas. Nesse sentido, o Arrakihs tentará observar a região externa das galáxias para detectar estruturas de brilho muito fraco que permitam compreender melhor tanto o que é a matéria escura quanto quais são os processos de formação e evolução das galáxias.

Para isso, Arrakihs utilizará instrumentos “muito sensíveis”, e o fato de poder observar essas estruturas de brilho mais fraco permitirá compreender muito melhor tanto a matéria escura quanto a formação das galáxias. “É um pouco parecido com o que o eclipse nos permitirá fazer hoje, que é observar a coroa solar que normalmente fica oculta ou que não conseguimos ver devido ao brilho intenso do Sol”, acrescentou ele.

No total, o Arrakihs investigará pelo menos 80 galáxias com massa semelhante à da Via Láctea. A missão deverá detectar objetos extremamente fracos, de luminosidade superficial muito baixa, por meio de um instrumento científico composto por dois pares de telescópios binoculares, ou seja, um total de quatro câmeras. Cada uma delas será sensível a uma faixa distinta de comprimentos de onda, desde o ultravioleta próximo, passando pela luz visível, até o infravermelho próximo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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