MADRID 26 maio (EUROPA PRESS) -
A presidente do Congresso dos Deputados, Francina Armengol, defendeu “mais pesquisa e políticas públicas” que permitam “transformar as evidências científicas em mudanças reais no sistema de saúde espanhol” para alcançar a igualdade de gênero na assistência à saúde.
Foi o que ela destacou em sua intervenção no último Fórum Saúde e Mulher, promovido pelo Observatório de Saúde e Estudo da Comunicação. Nesse evento, Armengol alertou que as evidências científicas confirmam que o gênero condiciona o acesso ao diagnóstico, a qualidade da assistência e a própria pesquisa biomédica, ao mesmo tempo em que as mulheres continuam sub-representadas em ensaios clínicos.
“Falar de saúde com perspectiva de gênero é falar de igualdade efetiva, de direitos e de justiça social”, destacou a presidente da Câmara dos Deputados em um evento que contou com a presença de outros representantes do Congresso, como a presidente da Comissão de Igualdade, Susana Ros, e o presidente da Comissão de Saúde, Agustín Santos.
Ros insistiu que as mulheres representam “mais da metade da população” e exigiu que a perspectiva de gênero seja contemplada “em todas e cada uma das ações e leis” que os parlamentares tramitam. Além disso, destacou a importância de se contar com um “plano específico de saúde e gênero”.
Santos foi além ao pedir uma “política de Estado” que vislumbre e trate de forma conjunta os problemas de desigualdade. “É necessária uma estratégia geral transversal que nos permita refletir a realidade e melhorar os programas de tratamento”, afirmou.
INCORPORAR A PERSPECTIVA DE GÉNERO DE FORMA ESTRUTURAL
A presidente do Observatório de Saúde (OdS), Patricia del Olmo, assinalou que “a Espanha deve continuar avançando e incorporando de forma estrutural a perspectiva de género na investigação, na formação em saúde e nas estratégias de saúde pública”.
Por sua vez, o CEO da Estudio de Comunicación, Benito Berceruelo, lembrou que homens e mulheres não adoecem da mesma forma, mas que o problema reside no fato de que o sistema de saúde “não trata as mulheres com justiça; portanto, o objetivo deve ser avançar rumo a um sistema de saúde mais igualitário e que a administração trabalhe para que a igualdade na saúde seja uma realidade”.
Uma mesa redonda reuniu outros representantes institucionais, profissionais de saúde, sociedades científicas e especialistas da área da saúde para refletir sobre os desafios pendentes em matéria de igualdade e saúde a partir de uma perspectiva multidisciplinar.
Nesse contexto, a presidente da Plataforma de Organizações de Pacientes, Carina Escobar, enfatizou que “a experiência das pacientes deve ser incorporada às políticas de saúde e se tornar evidência” e, em seguida, afirmou que não se pode falar de saúde da mulher sem levar em conta aspectos como os serviços sociais, o nível econômico ou a desigualdade territorial.
A tesoureira do Conselho Geral das Ordens Oficiais de Farmacêuticos (CGCOF), Rita de la Plaza, destacou o papel da farmácia comunitária, que, segundo ela, ocupa uma posição “especialmente adequada” para identificar e contribuir para a redução das desigualdades de gênero na saúde.
Da mesma forma, a vice-presidente I do Conselho Geral de Enfermagem (CGE), Raquel Rodríguez, destacou a importância dos cuidados holísticos que unem os aspectos profissionais aos sociais, e incentivou as administrações a apoiarem as enfermeiras para garantir a igualdade no sistema de saúde.
O Fórum de Saúde e Mulher conta com a colaboração da Plataforma de Organizações de Pacientes, da Ordem dos Médicos da Espanha, do Conselho Geral das Ordens Oficiais de Enfermagem da Espanha, do Conselho Geral das Ordens Farmacêuticas da Espanha, da Fundação ONCE, da Farmaindustria e da Anefp, e com o apoio da AMGEN, GSK, Incyte, Johnson & Johnson, Lilly, Merck, Novartis, Sobi e Theramex.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático