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MADRID 25 abr. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, pediu nesta sexta-feira a “retomada das negociações bilaterais com o Reino Unido” depois que os Estados Unidos cogitaram mudar sua posição sobre a soberania das Ilhas Malvinas, segundo informaram a mídia nacional, para punir o governo britânico por não apoiar a Casa Branca na guerra contra o Irã.
“Por todos os elementos apontados, a República Argentina manifesta, mais uma vez, sua disposição de retomar as negociações bilaterais com o Reino Unido que permitam encontrar uma solução pacífica e definitiva para a disputa de soberania e pôr fim à situação colonial especial e particular em que estão imersas, e agradece a toda a comunidade internacional o apoio recebido aos direitos soberanos argentinos sobre as Ilhas Malvinas, Geórgia do Sul e Sandwich do Sul e dos espaços marítimos circundantes”, afirmou o presidente argentino em uma publicação em suas redes sociais.
O ministro argentino quis responder às recentes declarações públicas de altos funcionários do governo do Reino Unido, nas quais afirmavam que a soberania das ilhas não estava em questão, alegando que seu governo "rejeita a invocação britânica do princípio da autodeterminação dos povos" insulares.
Por outro lado, o presidente da Argentina, Javier Milei, quis reforçar a pressão e esclareceu que “as Malvinas foram, são e sempre serão argentinas”, em uma publicação que respondia aos comentários de Quirno em suas redes sociais.
“A Assembleia Geral das Nações Unidas reconheceu, por meio da Resolução 2065 (XX), a existência de uma disputa de soberania e instou a Argentina e o Reino Unido a resolvê-la por meio de negociações bilaterais. Esse apelo foi reiterado por inúmeras declarações bilaterais e multilaterais”, esclareceu.
Atualmente, o Departamento de Estado da Casa Branca reconhece que a soberania das ilhas pertence ao Reino Unido, embora mantenha, assim como as Nações Unidas, que a disputa de soberania persiste.
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