Publicado 17/03/2026 09:31

A Argentina deixa a OMS um ano após ter notificado sua decisão de se retirar da organização

Archivo - Arquivo - Bandeira da Organização Mundial da Saúde (OMS) em sua sede em Genebra (Suíça).
OMS - Arquivo

MADRID 17 mar. (EUROPA PRESS) -

A Argentina confirmou oficialmente nesta terça-feira sua saída da Organização Mundial da Saúde (OMS), um ano após ter apresentado sua notificação às Nações Unidas devido às “profundas divergências” em torno da gestão da pandemia da COVID-19 e em nome da “soberania” nacional em questões sanitárias, conforme explicou na época Buenos Aires.

“Hoje se torna efetiva a saída da Argentina da Organização Mundial da Saúde (OMS), ao completar-se um ano da notificação formal feita pelo nosso país”, afirmou o ministro das Relações Exteriores argentino, Pablo Quirno, por meio de uma mensagem em suas redes sociais.

Assim, ele lembrou que a Argentina comunicou oficialmente sua decisão em 17 de março de 2025 por meio de uma carta enviada ao secretário-geral da ONU, António Guterres, ao mesmo tempo em que destacou que “de acordo com o disposto na Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados, a saída ocorre um ano após a realização dessa notificação”.

“Nosso país continuará promovendo a cooperação internacional na área da saúde por meio de acordos bilaterais e em âmbitos regionais, salvaguardando plenamente sua soberania e sua capacidade de decisão em matéria de políticas sanitárias”, concluiu Quirno.

A decisão de Buenos Aires de se retirar do organismo veio depois que os Estados Unidos anunciaram essa medida, com o presidente argentino, Javier Milei, considerando a OMS como “ideóloga” da “quarentena cavernícola” adotada pelo governo de Alberto Fernández nos piores momentos da pandemia de coronavírus.

De fato, Milei sustentou que tal medida implicou até mesmo uma violação do Estatuto de Roma, base do Tribunal Penal Internacional (TPI), a ponto de considerá-la um crime contra a humanidade, ao mesmo tempo em que apontou que foi “um dos crimes contra a humanidade mais bizarros da história”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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