Publicado 23/05/2025 09:01

Aragão e as Ilhas Baleares são as regiões autônomas com as listas de espera mais longas para uma consulta com um especialista, de ac

Archivo - Arquivo - Ophthalmologist, eye
SEB_RA/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 23 maio (EUROPA PRESS) -

A Organização de Consumidores e Usuários (OCU) realizou uma pesquisa que revela que Aragão e as Ilhas Baleares são as comunidades autônomas com as listas de espera mais longas para uma consulta com um especialista (ou para um exame de diagnóstico) no Sistema Nacional de Saúde, com uma espera média de 165 e 162 dias, respectivamente.

A pesquisa, da qual participaram 896 pessoas que marcaram uma consulta com um especialista no NHS nos últimos dois anos, revela uma espera média na Espanha de 140 dias para uma consulta com esse profissional, ou seja, quatro meses e meio a partir do encaminhamento pelo médico de família. "Um atraso que, sem dúvida, é preocupante e muito maior do que o relatado pela maioria das comunidades autônomas", destaca a OCU.

No entanto, os resultados variam de uma região para outra. Assim, as esperas mais longas por um especialista no Sistema Nacional de Saúde estão em Aragão (165 dias), nas Ilhas Baleares (162 dias), nas Ilhas Canárias (158 dias), na Galícia (158 dias), em Castela e Leão (153 dias), na Extremadura (151 dias) e na Comunidade Valenciana (148 dias).

"Esses números são impressionantes se levarmos em conta que algumas comunidades autônomas, como a própria Aragão, reconhecem o direito de ser atendido por um especialista dentro de dois meses. Uma cifra que, por outro lado, não é cumprida nem mesmo pelas regiões com os menores atrasos, como Castilla-La Mancha (99 dias) e o País Basco (112 dias)", destaca a OCU.

A pesquisa da OCU também revela as especialidades com os maiores atrasos. A lista é encabeçada pela oftalmologia (175 dias em média), neurologia (164 dias) e traumatologia (163 dias). Enquanto isso, a ginecologia e a psiquiatria levam 119 e 126 dias, respectivamente.

Além disso, 19% dos usuários também reclamaram que, no dia da consulta, tiveram que esperar muito tempo para serem atendidos. "E não devemos desconsiderar outros aborrecimentos, talvez não tão comuns, mas igualmente incômodos, como os que foram oferecidos em um horário inconveniente ou em um hospital longe de casa, bem como aqueles cujo médico de família demorou muito para encaminhá-los a um especialista", acrescenta a OCU.

DIFERENÇAS COM OS DADOS DE SAÚDE

A Organização ressalta que "é impressionante notar as enormes diferenças entre os números de espera apresentados na pesquisa e os fornecidos pelo Ministério da Saúde de acordo com os dados coletados das comunidades autônomas".

Nesse sentido, a OCU pede uma atualização do sistema de informações sobre listas de espera para que ele represente "o mais fielmente possível" a realidade da situação. "Deveria detalhar, por exemplo, a situação de todas as especialidades e o número máximo de procedimentos cirúrgicos possíveis, bem como não apenas os tempos de espera para o primeiro check-up, mas também para os check-ups subsequentes", propõe a OCU.

Por fim, a OCU pede que as administrações públicas aumentem o investimento. "Da mesma forma que o Estado garantiu a sustentabilidade econômica do MUFACE às seguradoras privadas, a qualidade do Sistema Nacional de Saúde, que atende a uma porcentagem consideravelmente maior de cidadãos, deve ser garantida", conclui a organização.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado