Kike Rincón - Europa Press - Arquivo
MADRID, 29 abr. (EUROPA PRESS) -
A Assembleia Municipal de Cibeles aprovou nesta quarta-feira a concessão das Medalhas de Madri e das Medalhas de Honra 2026, com votos a favor do PP, do PSOE e do Vox e a abstenção do Más Madrid, ao considerar as distinções como as “medalhas de José Luis Martínez-Almeida”.
A secretária de Cultura, Turismo e Esporte, Marta Rivera de la Cruz, defendeu a proposta, ressaltando que essas medalhas reconhecem pessoas e instituições que contribuem “de maneira decisiva” para que Madri mantenha “esse estilo de vida que combina tradição, modernidade, qualidade de vida, atividade econômica, cultura, esporte e solidariedade”.
Entre os homenageados figuram, nas Medalhas de Honra, o cientista Mariano Barbacid, o empresário Valentín Díez Morodo e a saga dos Guillén Cuervo, enquanto entre as Medalhas de Madrid estão incluídas figuras como a escritora Paloma Sánchez Garnica, os atletas Jorge Resurrección 'Koke', Sergio Llull e Elisa Aguilar, bem como entidades como a APRAMP, a Cortefiel, a Capas Seseña ou a Escola de Tauromaquia José Cubero 'Yiyo'.
Rivera de la Cruz destacou, entre outros, Antonio Garrigues Walker como “um dos grandes modernizadores da advocacia na Espanha e na Europa”, Sánchez Garnica por colocar “em primeiro plano as mulheres e sua luta pela igualdade”, ou a APRAMP por seu trabalho “inestimável na proteção das mulheres mais vulneráveis”.
Menção especial foi dada à atriz Gemma Cuervo, falecida no último mês de março: “Posso dizer a este Plenário, e digo isso com certa satisfação, que ela soube que esta medalha havia sido concedida. Por isso, gosto de pensar que, possivelmente, a última grande alegria que Gemma Cuervo teve foi proporcionada pela Prefeitura de Madri”.
VOX CONSIDERA A MEDALHA DE HONRA "DESVIRTUADA"
Do partido Vox, o vereador Fernando Martínez Vidal questionou se a Medalha de Honra teria perdido seu caráter excepcional, lembrando que, desde sua criação em 1957, "apenas 18 foram concedidas em 64 anos", contra as 15 concedidas nos últimos cinco anos.
“Esse caráter especial e excepcional foi desvirtuado”, afirmou, apontando que agora ela é concedida a perfis como “jornalistas, atores e cantores” que, em sua opinião, se encaixariam melhor em outras distinções. No entanto, ele confirmou o voto favorável de seu grupo e agradeceu a inclusão de Mariano Barbacid, a quem definiu como autor de um “marco histórico na oncologia”.
Por sua vez, o vereador do Grupo Municipal Socialista, Jorge Donaire, concentrou suas críticas no procedimento, repreendendo o fato de a Prefeitura ter anunciado publicamente os premiados antes de solicitar o relatório dos cronistas da cidade.
“O senhor acha sério que primeiro anunciem e depois solicitem o relatório?”, perguntou, defendendo que, embora esses relatórios não sejam vinculativos, “não são irrelevantes” e fazem parte do regulamento de distinções honoríficas.
“O procedimento sim importa”, insistiu, ao considerar que anunciar previamente os prêmios transforma o processo em “uma ratificação de uma decisão já tomada” e “desvaloriza o reconhecimento”. No entanto, antecipou o voto favorável “por responsabilidade institucional e por respeito às pessoas reconhecidas”.
MÁS MADRID: “SÃO AS MEDALHAS DE ALMEIDA”
Do Más Madrid, a vereadora Pilar Sánchez foi mais crítica e acusou o prefeito de transformar essas distinções nas “medalhas de Almeida”.
“O fato de o senhor ter amigos e amigas a quem deseja homenagear não deveria ter nada a ver com as medalhas de Madri”, afirmou a vereadora, denunciando tanto o procedimento quanto a falta de inclusão de propostas de seu grupo.
Sánchez criticou ainda o fato de "nem uma única proposta" do Mais Madrid ter sido aceita e garantiu que isso "ofende os 300 mil madrilenos" que votaram neles. Também questionou alguns reconhecimentos, especialmente à tauromaquia.
No entanto, reconheceu o mérito de alguns homenageados, como Mariano Barbacid ou a família Guillén-Cuervo, e anunciou a abstenção de seu grupo.
Cerca de 80 propostas
Em sua intervenção final, Rivera de la Cruz defendeu que o processo está em conformidade com o regulamento e ressaltou que o que foi aprovado é uma proposta que deve ser ratificada pelo Plenário.
Além disso, explicou que a Câmara Municipal recebeu cerca de 80 propostas e que “não é possível conceder 200 medalhas todos os anos”, ao mesmo tempo em que apelou ao respeito pelos homenageados.
Sobre as críticas ao procedimento, ele insistiu que os relatórios dos cronistas fazem parte do processo e defendeu a discrição em relação às candidaturas não selecionadas “por respeito às pessoas que, certamente, mereciam uma medalha este ano, mas não a receberão”.
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