Publicado 21/07/2026 09:05

A aprovação, em segundo turno, do projeto de lei sobre o tabaco amplia as áreas livres de fumo às praias

A lei, que agora segue para o Parlamento para tramitação, já incluía as varandas dos bares como proposta a esse respeito

Archivo - Arquivo - Imagem da Praia da Malagueta
EUROPA PRESS - Arquivo

MADRID, 21 jul. (EUROPA PRESS) -

O Conselho de Ministros aprovou nesta terça-feira, em segunda votação, o projeto de lei sobre o tabaco, cuja principal novidade em relação à primeira versão é a ampliação das áreas livres de fumo para as praias marítimas e fluviais, entre as quais já estavam incluídas as varandas de bares e restaurantes como proposta nesse sentido.

Este texto, que agora será encaminhado ao Parlamento para dar início ao seu tramite legislativo, visa “dar o próximo passo para ampliar o direito de respirar ar puro”, bem como “responder aos novos produtos e, especialmente, proteger as novas gerações”, conforme indicou a ministra da Saúde, Mónica García, que acrescentou que a Espanha sempre esteve “na vanguarda” na luta contra o tabaco.

“Equiparar a regulamentação dos produtos relacionados ao tabaco” é um dos principais objetivos, afirmou ela a respeito dessa norma, que também inclui, em sua reformulação, a restrição da venda e do fornecimento de produtos relacionados ao tabaco a lojas especializadas, as quais não poderão exibir publicidade nem cartazes visíveis do exterior. De fato, esse aspecto será concretizado por meio de uma portaria ministerial a ser publicada posteriormente.

Dessa forma, e após sua primeira aprovação no Conselho de Ministros, ocorrida em setembro do ano passado, este projeto de lei que altera a Lei 28/2005, sobre medidas sanitárias contra o tabagismo, tem três objetivos fundamentais, sendo o primeiro o já mencionado de ampliar as áreas onde não será permitido fumar. Além disso, visa reforçar a proteção da infância e da adolescência e adaptar a legislação aos novos produtos relacionados ao tabaco.

Nesse sentido, e segundo fontes ministeriais, essa atualização, que se insere no “Plano Integral de Prevenção e Controle do Tabagismo 2024-2027”, responde às mudanças ocorridas nos padrões de consumo, especialmente entre a população jovem. Especificamente, houve um aumento significativo de novos produtos, como cigarros eletrônicos com e sem nicotina, produtos à base de ervas para fumar ou “shisha”, sachês de nicotina e outros produtos que imitam ou estão associados ao ato de fumar.

Em primeiro lugar, este texto legal proíbe o fumo também em outros locais, como piscinas de uso coletivo, instalações esportivas, parques nacionais, veículos de trabalho — exceto durante seu uso exclusivamente pessoal — e recintos onde sejam realizados espetáculos públicos. Entre estes últimos estão incluídos teatros, cinemas, shows e outros eventos, inclusive quando realizados ao ar livre.

AMBIENTES DE PROTEÇÃO REFORÇADA

De fato, a norma incorpora os chamados ambientes de proteção reforçada, entendidos como o raio não inferior a 15 metros ao redor dos acessos a prédios públicos, centros de saúde públicos e privados, instituições sociais, educacionais, universidades, centros de pesquisa, museus, bibliotecas, centros culturais, centros esportivos e parques ou recintos infantis. No entanto, prevê um prazo de dois meses para a adaptação da sinalização nos espaços onde houver proibição de consumo.

Por outro lado, é expressamente proibido o consumo de produtos de tabaco por menores de 18 anos. Nesse ponto, essa medida equipara-se aos cigarros eletrônicos e a outros produtos relacionados, exceto os sachês de nicotina no que diz respeito a espaços livres de fumo, embora a norma proíba seu consumo por menores de idade.

Quanto à questão da publicidade, o projeto de lei reforça as restrições a ela, bem como à promoção e ao patrocínio do tabaco, dos dispositivos para seu consumo e dos produtos relacionados. A novidade mais significativa diz respeito aos pontos de venda: não será permitido realizar ações nas vitrines nem utilizar cartazes que, por suas características ou localização, sejam visíveis ou percebidos do lado de fora das tabacarias e lojas especializadas.

Este texto restabelece, por outro lado, o “Observatório para a Prevenção do Tabagismo”, que havia sido extinto em 2014 e que contará com a participação de representantes de diferentes ministérios. Esse órgão proporá iniciativas, programas e atividades para cumprir os objetivos da lei; além disso, será responsável por estabelecer metas de redução da prevalência do tabagismo e do consumo de produtos relacionados, bem como por elaborar relatórios periódicos sobre a situação e a aplicação da norma.

No entanto, o Ministério da Saúde indicou que essa regulamentação preenche lacunas jurídicas que se observavam na lei de 2005, a qual consideram que precisava ser atualizada para dar ênfase principal à infância e à juventude, tendo em vista os novos produtos de consumo. Além disso, defenderam a ampliação dos espaços livres de fumo por se tratar de uma medida altamente eficaz.

DESNORMALIZAR O CONSUMO

O texto da lei visa desnormalizar o consumo e proteger terceiros da exposição à fumaça do tabaco, para o que estabelece um regime sancionatório que, como novidade, fixa o valor das multas para infrações leves entre 300 e 600 euros. Além disso, estabelece-se a responsabilidade subsidiária — no que diz respeito aos menores — dos pais ou responsáveis legais, que poderão substituir a multa pecuniária por trabalho comunitário.

Por fim, as mesmas fontes ministeriais mostraram-se otimistas quanto à possibilidade de a lei ser aprovada nas Câmaras, uma vez que é razoavelmente simples, embora seja necessário analisar até que ponto os grupos parlamentares serão suscetíveis à pressão do “lobby” do setor de hospitalidade. De qualquer forma, informaram que a lei não inclui a obrigatoriedade da embalagem genérica, o que se tentará introduzir no trabalho parlamentar, já que o PSOE não aceitou incorporá-la neste momento.

Na mesma linha, há a intenção de incluir posteriormente a proibição dos cigarros eletrônicos descartáveis, já que se aguarda um parecer favorável da Comissão Europeia. Já em relação a outra norma, especificamente o Decreto Real sobre a fabricação, apresentação e comercialização de produtos de tabaco e produtos relacionados, restam outros aspectos, sobre os quais o Ministério da Saúde garantiu que os últimos detalhes estão sendo acertados com o Ministério da Fazenda, de modo que “em breve” o projeto será encaminhado ao Conselho de Estado.

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Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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