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MADRID 26 mar. (Portaltic/EP) -
A Apple tem acesso total aos modelos de inteligência artificial (IA) do Google Gemini dentro dos próprios centros de dados da empresa, o que lhe permite utilizar esses modelos para treinar versões mais eficientes e compactas, otimizadas para seus dispositivos, por meio do método de destilação.
No âmbito do acordo plurianual que ambas as empresas anunciaram em janeiro deste ano, está previsto que a fabricante do iPhone baseie seus Modelos Fundacionais nos modelos do Gemini e na tecnologia em nuvem do Google, com o objetivo de dispor da tecnologia necessária para impulsionar suas funções do Apple Intelligence e sua versão renovada da Siri.
No momento do anúncio, a empresa de Cupertino não forneceu muitos detalhes sobre como seria essa colaboração, embora fontes próximas tenham indicado que eles poderiam modificar os modelos da Gemini de forma independente para ajustá-los às suas necessidades e oferecer uma experiência de usuário na qual a marca do Google não aparecesse.
Agora, soube-se que o acordo vai além e permite que a Apple tenha acesso total aos modelos do Gemini por meio dos próprios data centers do Google. Dessa forma, a empresa pode experimentar diretamente a IA da gigante tecnológica para treinar seus próprios Modelos Fundacionais.
Como resultado, a Apple poderá usar os modelos mais complexos do Gemini para treinar modelos de IA menores e mais eficientes, otimizados especificamente para seus dispositivos, por meio de um processo de destilação, conforme apurado pelo The Information.
Ou seja, trata-se de uma prática de “machine learning” que permite transmitir os aprendizados de um modelo de IA para outro. Assim, possibilita que um modelo menor (modelo aluno) imite o comportamento de redes neurais maiores (modelo professor), aprendendo suas previsões e utilizando seus dados, mas sem precisar de grande poder de computação.
Ou seja, a Apple poderá utilizar o Gemini como modelo professor para seus próprios modelos menores e direcionar seu uso para dispositivos específicos, como o iPhone, iPad ou Mac, exigindo menos poder de computação, mas garantindo resultados ótimos.
Essa técnica de destilação permitiria à Apple executar o processamento de tarefas de IA localmente no próprio dispositivo, em vez de precisar recorrer à nuvem. Assim, seria cumprida a intenção da empresa de manter o funcionamento do Apple Intelligence e da Siri nos dispositivos, por meio do Private Cloud Compute.
Tudo isso com o objetivo de preservar os padrões de privacidade característicos da empresa, utilizando os dados dos usuários de forma segura.
Além disso, o meio de comunicação citado destacou que a intenção da Apple não é treinar modelos pequenos para gerar um modelo maior que concorra entre os principais modelos de IA do setor.
APLICATIVO INDEPENDENTE PARA A NOVA SIRI
Parte do investimento da Apple na IA da Gemini está destinada a aprimorar a nova versão de sua assistente Siri, que oferecerá recursos mais inteligentes e serviços mais úteis para os usuários.
Por exemplo, ela melhorará suas respostas oferecendo informações concretas sobre as solicitações, em vez de links para sites, e poderá oferecer respostas conversacionais mais completas, além de executar funções no dispositivo, como enviar uma mensagem de texto para um contato específico ou criar lembretes.
No entanto, a Apple também está testando um aplicativo independente para a Siri, juntamente com uma nova função “Pergunte à Siri” que funcionará com todas as opções de software da empresa, conforme compartilhou o analista e jornalista da Bloomberg Mark Gurman.
O aplicativo dedicado à Siri estará disponível para iPhone, iPad e Mac no final deste ano e apresentará uma interface com conversas anteriores do assistente, com uma aparência semelhante ao aplicativo Mensagens da Apple, combinando balões de mensagens e um modo de interação por voz.
O recurso “Pergunte à Siri”, por sua vez, será baseado em um botão que aparecerá nos menus dos aplicativos integrados e permitirá que os usuários façam perguntas sobre o conteúdo na tela, iniciando uma nova conversa com o assistente. Por exemplo, sobre determinados textos em uma página da web ou consultas de e-mails.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático