Publicado 09/04/2026 12:37

A Apple é líder no setor de celulares, mas Tim Cook pede para deixarmos os smartphones de lado e sairmos mais para a natureza

Archivo - Arquivo - 9 de setembro de 2025, EUA, Cupertino: Um participante da apresentação dos novos modelos de iPhone da Apple experimenta o novo iPhone Air, mais fino. Foto: Andrej Sokolow/dpa
Andrej Sokolow/dpa - Arquivo

MADRID 9 abr. (Portaltic/EP) -

O CEO da Apple, Tim Cook, compartilhou sua visão sobre o uso atual dos smartphones, argumentando que ele deveria diminuir e que, em vez de passar o dia rolando a tela, as pessoas deveriam sair e aproveitar a natureza — algo um tanto contraditório, considerando que a empresa é uma das principais fabricantes líderes de dispositivos móveis.

A empresa completou 50 anos no último dia 1º de abril, um período de cinco décadas em que conseguiu conquistar o público com sua gama diversificada de dispositivos e serviços, sempre na vanguarda e servindo de referência para as demais empresas do setor.

Entre a ampla gama de produtos que oferece sob sua filosofia de tecnologia pessoal, os iPhones têm sido um de seus pilares fundamentais, tornando a empresa uma das principais fabricantes do setor. De fato, atualmente, ela continua sendo líder entre os usuários: um em cada quatro smartphones ativos em nível global é um iPhone.

Justamente no contexto de seu 50º aniversário, o diretor executivo Tim Cook compartilhou sua visão sobre o uso dos smartphones no dia a dia e, apesar de ser um dispositivo tão relevante para a Apple, incentivou os usuários a usá-los menos.

“Não quero que as pessoas os usem demais”, afirmou ele em uma entrevista recente ao programa Good Morning America, onde mencionou a necessidade de um uso mais limitado dos dispositivos móveis para manter relações pessoais e cuidar da saúde dos usuários.

“Não quero que as pessoas olhem mais para o celular do que para os olhos das outras pessoas, porque se elas não fazem nada além de ficar deslizando sem parar pela tela, essa não é a maneira como se quer passar o dia”, afirmou, ao mesmo tempo em que incentivou os usuários a sair e “aproveitar a natureza”.

Essa preocupação com a forma como as pessoas utilizam a tecnologia e os dispositivos no dia a dia deve-se ao uso prolongado dos smartphones atualmente. Por exemplo, no caso da Espanha, 78% dos usuários passam mais de quatro horas diante de uma tela e, desses, 80% preferem o smartphone, de acordo com um estudo de 2024.

Além disso, o uso do dispositivo móvel não se restringe a um momento específico do dia, mas tornou-se um complemento indispensável que está sempre à mão. Tanto é assim que 80% dos espanhóis o levam para o banheiro e mais 5% para a cama.

Esse uso é ainda mais acentuado entre os menores, que passam em média quatro horas por dia conectados às telas fora da sala de aula, em seu tempo de lazer, de acordo com um estudo da Qustodio. Em parte, isso se deve às redes sociais e ao seu funcionamento projetado para criar dependência, como ficou comprovado no recente julgamento realizado nos Estados Unidos, que obrigou o Google e a Meta a indenizar uma jovem por crises decorrentes de seu vício em redes sociais.

Seguindo essa mesma linha, vários países estão avançando para legislar e proibir o acesso às redes sociais para menores de 16 anos, incluindo França, Reino Unido, Espanha e a União Europeia.

Levando tudo isso em conta, dado que o uso contínuo de dispositivos móveis e aplicativos relacionados pode ter consequências nocivas para a saúde, o CEO da Apple defende deixar o dispositivo de lado e sair para a rua, apesar da liderança da Apple em nível global.

INOVAÇÃO E IA

Além do uso do smartphone, Cook também colocou em pauta a inovação de seus produtos, desde “reinventar o smartphone” até “incorporar artes criativas” ou “salvar vidas” com seus relógios inteligentes.

Da mesma forma, ele destacou a relevância da inteligência artificial (IA) para a tecnologia, com o potencial de ser “transformadora”. “Acredito que a inteligência artificial é algo muito profundo e pode ter um impacto muito positivo, mas, você sabe, a tecnologia não pretende ser boa nem má. Depende do usuário e do inventor”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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