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MADRID 30 jan. (Portaltic/EP) - O CEO da Apple, Tim Cook, esclareceu que a versão renovada da Siri, que oferecerá uma experiência mais personalizada impulsionada pela inteligência artificial (IA) da Gemini, será executada no dispositivo e na nuvem privada, Private Cloud Compute, com o objetivo de manter os padrões de privacidade da empresa.
A empresa de Cupertino divulgou os resultados financeiros do primeiro trimestre do seu ano fiscal de 2026, que, encerrado em 27 de dezembro de 2025, se consolidou como um dos seus melhores trimestres de vendas, atingindo novos máximos históricos na receita da sua linha de smartphones iPhone e seus serviços.
Nesse contexto, durante a teleconferência com investidores para apresentar os resultados, o diretor executivo da Apple, Tim Cook, esclareceu algumas questões sobre sua recém-anunciada colaboração com o Google e como essa parceria afetará a próxima versão de sua assistente do iPhone, Siri.
Essa parceria se baseia no uso dos modelos de inteligência artificial (IA) do Google Gemini, bem como sua nuvem, para impulsionar os Modelos Fundacionais de IA da Apple, com o objetivo de integrar essa tecnologia em seus dispositivos iPhone e na versão renovada da Siri.
Assim, espera-se que a Apple tenha os recursos para oferecer um assistente personalizado, totalmente integrado a outros aplicativos e com capacidade de compreender a linguagem natural para facilitar o controle total do dispositivo apenas com a voz.
No entanto, apesar de inicialmente ter garantido que continuaria a executar suas funções de IA em sua nuvem privada, Private Cloud Compute, para manter seus padrões de privacidade, mais tarde foi divulgado que a fabricante do iPhone estava considerando a possibilidade de executar esta versão da Siri na infraestrutura do Google.
Agora, embora a empresa de tecnologia não tenha compartilhado detalhes específicos sobre o acordo, Cook especificou como os modelos serão executados, alegando que continuarão usando “o dispositivo e a computação em nuvem privada”, mantendo seus padrões de privacidade “líderes no setor”, conforme relatado pelo 9to5Google.
“Acreditamos que podemos desbloquear muitas experiências e inovar de forma significativa graças a essa colaboração”, acrescentou, ao mesmo tempo em que esclareceu que, embora a Apple “continue fazendo algumas de suas próprias coisas de forma independente”, a versão personalizada da Siri será uma colaboração com o Google.
Por outro lado, durante a chamada, também foi questionado como a Apple prevê o retorno do investimento relacionado com a Apple Intelligence, ao que Cook salientou que estão a incorporar IA em produtos “que as pessoas adoram” e que o estão a fazer integrando-a diretamente no sistema operativo “de forma pessoal e privada”.
Nesse sentido, o executivo avaliou que essa forma de integrar a IA gera “um grande valor” e “abre um leque de oportunidades” em seus produtos e serviços. Apesar de tudo isso, Cook não especificou qual porcentagem de usuários do iPhone tem atualmente acesso aos recursos da Apple Intelligence, nem em que medida essas ferramentas se traduzem em vendas.
Com tudo isso, embora a Apple planeje apresentar as primeiras novas funções da Siri em meados de fevereiro para o iOS 26.4, a versão completamente renovada do assistente será divulgada na conferência de desenvolvedores WWDC em junho deste ano e chegará com o iOS 27.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático