Publicado 29/06/2026 08:24

A Apple busca autorização dos EUA para comprar chips da empresa chinesa CXMT e conter o aumento dos preços

Archivo - Arquivo - ARQUIVADO - 16 de setembro de 2023, EUA, Nova York: O logotipo da Apple, fotografado em Manhattan. Foto: Michael Kappeler/dpa
Michael Kappeler/dpa - Arquivo

MADRID 29 jun. (Portaltic/EP) -

A Apple está em negociações com o governo dos Estados Unidos para obter permissão para comprar chips fabricados pela empresa chinesa CXMT, com o objetivo de conter o aumento dos preços causado pela atual crise de memórias, apesar de essa empresa de tecnologia constar na lista do Pentágono de organizações ligadas ao exército chinês.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos atualizou, no início de junho, a lista de entidades que atendem aos requisitos para serem designadas como “empresas militares chinesas”, destacando a inclusão de várias empresas asiáticas, incluindo gigantes da tecnologia como Alibaba, Baidu e Tencent, além da fabricante chinesa de chips de memória RAM, a CXMT.

Fazer parte dessa lista, chamada 1260H, não impede que empresas americanas possam trabalhar com essas organizações; no entanto, os possíveis acordos permanecem sob observação do governo dos Estados Unidos.

Nesse contexto, a Apple pretende comprar chips de memória da CXMT e está em negociações com o governo Trump para obter sua aprovação e evitar quaisquer problemas, conforme afirmaram fontes ligadas à fabricante do iPhone em declarações ao Financial Times.

Com essa medida, a empresa de Cupertino pretende adquirir mais chips de memória e aliviar a pressão da crise que o setor enfrenta em relação a esses componentes. De fato, a empresa de tecnologia já demonstrou as primeiras consequências dessa situação na última quinta-feira, quando aumentou os preços do Mac e do iPad em até 20%, em consequência do aumento no custo das memórias.

Portanto, contar com outra empresa fornecedora de chips de memória ajudará a Apple a evitar novos aumentos de preço ou o aumento desses preços em outros dispositivos.

Por sua vez, o governo dos Estados Unidos esclareceu que a decisão da Apple de se associar a uma empresa militar chinesa “seria um grave erro”, conforme avaliou o presidente republicano da comissão para a China da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, John Moolenaar, também em declarações ao veículo de comunicação citado.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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