Publicado 02/04/2026 04:10

A APEPOC solicita proteção prioritária e unificada no decreto real relativo a pacientes dependentes de aparelhos elétricos

Archivo - Arquivo - Homem com DPOC, oxigênio, respirar
WWING/ ISTOCK - Arquivo

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MADRID, 2 abr. (EUROPA PRESS) -

A Associação de Pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (APEPOC) reivindicou uma proteção “prioritária e unificada” para os pacientes eletrodependentes no decreto real que regulamentará essa condição na Espanha, após o término da consulta pública.

Entre as medidas mais destacadas, a APEPOC exige a proibição expressa e absoluta de cortes no fornecimento de energia por falta de pagamento em residências onde more uma pessoa eletrodependente comprovada. A Associação propõe que, em situações de dívida, sejam acionados mecanismos alternativos de gestão que nunca comprometam a continuidade do serviço, uma vez que a interrupção do fornecimento de energia elétrica representa um risco clínico imediato para a sobrevivência desses pacientes.

Para evitar desigualdades territoriais, a Associação reivindica a criação de uma avaliação clínica padronizada e homogênea em todas as comunidades autônomas. Essa avaliação permitiria classificar os pacientes de acordo com seu nível de risco (crítico, alto ou moderado) e identificar o tempo de dependência diária do dispositivo.

Além disso, a APEPOC insta à criação de um registro coordenado acessível ao sistema de saúde, aos serviços sociais, às empresas de energia elétrica e aos serviços de emergência (Proteção Civil e administrações locais). Esse cadastro, explica, permitiria uma atuação rápida em situações catastróficas, como incêndios ou apagões gerais, e incluiria sistemas de sinalização voluntária nas residências para facilitar a identificação pelas equipes de resgate.

A proposta da Associação também enfoca a relação com as empresas distribuidoras. Solicita-se acesso gratuito a linhas telefônicas de atendimento exclusivo, sistemas de aviso prévio em caso de cortes programados e o fornecimento de recursos de emergência, como geradores, em situações críticas.

“É fundamental que cada paciente conte com um plano de contingência individualizado e que as instalações elétricas de suas residências sejam verificadas para garantir a segurança do fornecimento”, afirmou a porta-voz da APEPOC, Nicole Hass.

A APEPOC lembra que essa regulamentação, impulsionada pela recente Lei 3/2024 (Lei ELA), é um passo histórico para melhorar a qualidade de vida de pessoas com processos de alta complexidade e curso irreversível que dependem da tecnologia para respirar e viver.

"Sabemos que o Provedor de Justiça, Ángel Gabilondo, solicitou ao Ministério da Transição Ecológica que regulamentasse e protegesse os pacientes eletrodependentes, após as demandas da APEPOC. Precisamos de um registro oficial, da proibição de cortes no fornecimento e de auxílios para cobrir o alto custo energético, considerando a energia elétrica como um serviço vital. Além disso, nos congratulamos por poder apoiar toda a comunidade de pacientes vulneráveis que necessitem de assistência imediata a esse respeito”, concluiu Hass.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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