MADRID, 15 abr. (EUROPA PRESS) -
A dermatologista e Gerente Médica de Dermatologia da empresa farmacêutica Cantabria Labs, a Dra. María Vitale, apresentou os resultados da nona edição do seu “Observatório Heliocare”, entre os quais se destaca que apenas três em cada dez pessoas se protegem diariamente do sol, apesar de 97% conhecerem os riscos.
“Este estudo reflete claramente nosso compromisso com a saúde e a qualidade de vida das pessoas”, afirmou, por sua vez, a diretora do laboratório, Susana Rodríguez Navarro, acrescentando que, para eles, “é essencial ouvir e compreender a população”, bem como “conhecer seus hábitos e suas necessidades”. Este Observatório “é uma ferramenta fundamental para continuarmos aprendendo sobre seus hábitos ao sol”, indicou.
O Observatório, que já contou com mais de 50.000 pessoas entrevistadas desde 2017 e que conta com o apoio da Academia Espanhola de Dermatologia e Venereologia (AEDV), a Associação Espanhola Contra o Câncer (AECC) e o Conselho Geral das Ordens Oficiais de Farmacêuticos (CGCOF), revelou que o desafio não é informar, mas sim fazer com que esse conhecimento se traduza em hábitos saudáveis e sustentáveis.
“Podemos identificar as áreas em que é preciso continuar trabalhando pela prevenção da saúde sob o sol e, ao mesmo tempo, isso nos permite desenvolver fórmulas eficazes que respondam às necessidades reais das pessoas”, destacou Rodríguez Navarro. Nesse sentido, foi identificado um déficit na prevenção ativa, já que 80% das pessoas não conhecem a regra “ABCDE” (Assimetria, Bordas, Cor, Diâmetro e Evolução) para o autoexame de pintas.
Na opinião da presidente da AEDV, a doutora Yolanda Gilaberte, isso ocorre de forma “surpreendente”, e apesar dos esforços que vêm sendo feitos “há anos”. Essa situação “dificulta a detecção precoce de lesões suspeitas de câncer de pele”, afirmou ela, ao mesmo tempo em que observou que “a fotoproteção oral continua sendo uma grande incógnita, apesar de ser uma ferramenta complementar útil”.
38% AINDA ASSOCIAM O BRONZEADO À BELEZA OU À SAÚDE
Além disso, esta análise constatou que 42% nunca consultaram um dermatologista para um exame, embora a maioria reconheça a importância desse hábito para a detecção precoce, ao que se soma o dado de que 38% da população continua associando o bronzeado à beleza ou à saúde.
Por outro lado, foi exposto que apenas 42% afirmam reaplicar sempre o protetor solar a cada duas horas durante a exposição solar, enquanto a razão apresentada por 38% é que se esquecem. Além disso, 59% desconhecem que a luz das telas e o ambiente urbano também podem afetar a pele, favorecendo o aparecimento de manchas e sinais de danos causados pela luz solar.
“Os hábitos de proteção solar continuam evoluindo positivamente”, mas “ainda há um longo caminho a percorrer”, afirmou Vitale, que acrescentou que “dermatologistas, farmacêuticos, empresas do setor da saúde como a Cantabria Labs e os meios de comunicação” desempenham “um papel fundamental na conscientização da população”. “A proteção solar não é essencial apenas para prevenir o câncer de pele, mas também para preservar a saúde da pele como um todo”, esclareceu.
Em seguida, o presidente do CGCOF, Jesús Aguilar, indicou que “a conscientização sobre hábitos saudáveis em relação ao sol é fundamental para proteger a saúde da população”. “A partir da farmácia, desempenhamos um papel fundamental nessa tarefa”, enfatizou, acrescentando que isso se deve ao “conhecimento, proximidade e acessibilidade”, já que os farmacêuticos são “profissionais de saúde de referência para educar, prevenir e acompanhar os cidadãos no uso adequado da fotoproteção”.
Por fim, na apresentação deste projeto, que este ano resultou em uma publicação científica submetida à revista 'Actas Dermo-Sifiliográficas', participou a responsável pelo Observatório do Câncer da AECC, María Belén Fernández, que lembrou que “o melanoma é um dos tipos de câncer de pele mais agressivos”. “Temos mais de 6.800 novos casos por ano, o que é um dado alarmante e, ao mesmo tempo, é a meta a ser reduzida, já que é prevenível”, concluiu.
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