MADRID 21 jan. (Portaltic/EP) - O ecossistema digital mudou de paradigma com a inteligência artificial (IA), que levou os consumidores a deixar de pesquisar para receber respostas, com importantes repercussões para o setor de varejo e as grandes corporações, que enfrentam o “apagão do clique”.
A IA mudou a forma como os consumidores usam a internet para pesquisar produtos e comprar: 60% das pesquisas terminam sem cliques nas páginas web e um volume crescente de consultas é feito diretamente a assistentes inteligentes, de acordo com dados da Semrush.
Nesse contexto, a otimização técnica tradicional é insuficiente, já que 70% das marcas espanholas são hoje invisíveis para os modelos de linguagem (LLM), conforme compartilhou a consultoria estratégica STIDi nesta terça-feira, durante o encontro realizado em Madri.
A STIDi nasceu com o objetivo de ajudar as empresas a evoluir seus ecossistemas locais, estruturando e gerando os dados da empresa e detectando oportunidades. Para isso, propõe o reforço do SEO atual para o AEO, ou seja, a otimização do mecanismo de resposta, para garantir que os dados das marcas não apenas estejam presentes, mas também sejam visíveis para os LLM.
“Neste novo tabuleiro de jogo, não basta ser relevante; o objetivo é a proeminência. As marcas devem aspirar a que todo o seu ecossistema digital esteja tão bem estruturado que os assistentes de IA não apenas as encontrem, mas as recomendem como a solução única para o usuário”, destacou o diretor executivo da STIDi, Fernando Mancha. A GOVERNANÇA DOS DADOS LOCAIS
Durante o encontro da STIDi, foi destacada a importância da governança dos dados locais na nova realidade, com ênfase em como os dados incorretos em mapas e diretórios locais impactam diretamente os negócios das marcas.
Segundo foi apontado, estas podem sofrer uma queda de 25% no seu tráfego orgânico e uma perda de até 35% na sua taxa de conversão devido à falta de coerência e gestão da reputação. Esta governança é crítica porque a IA não perdoa a inconsistência. Se os dados locais estiverem fragmentados ou forem contraditórios, os modelos de linguagem penalizarão a marca, omitindo-a em suas recomendações ou, inclusive, oferecendo informações incorretas ou falsas. Por isso, foi enfatizado que, para o setor de varejo, onde 76% dos usuários pesquisam online antes de ir à loja física, o controle dos dados locais é a única garantia de sobrevivência.
O FUTURO DAS MARCAS O evento terminou com uma mesa redonda na qual participaram o chefe de Crescimento e Sucesso do Cliente da STIDi, Yem Banks; Jorge Catalá, consultor independente com uma longa trajetória no Google e especialista em varejo; e Álvaro Ruiz, engenheiro de Soluções da Semrush.
Os especialistas debateram como o SEO tradicional está avançando para um modelo baseado em IA. Para Catalá, a web não vai desaparecer, mas deve evoluir. “Os sites devem passar de transacionais para ambientes com conteúdos muito mais ricos e naturais, capazes de dar respostas concisas para a IA”, afirmou o especialista.
A governança local, com experiência, autoridade e confiança, é fundamental para ser visível e confiável, como explicou Álvaro Ruiz. “É a base para que a IA recomende uma marca”, concluiu, ao que Yem Banks acrescentou: “A gestão de conteúdo estruturado e natural, juntamente com a reputação local, é fundamental para cumprir esse marco”.
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