Publicado 25/06/2026 08:31

A Anthropic denuncia uma operação em grande escala da Alibaba para replicar a tecnologia do Claude por meio de 25.000 contas falsas

29 de dezembro de 2024, Ucrânia: Nesta ilustração fotográfica, o logotipo da Anthropic aparece exibido em um smartphone.
Europa Press/Contacto/Pavlo Gonchar

MADRID 25 jun. (Portaltic/EP) -

A Anthropic denunciou uma conduta ilícita por parte da Alibaba, acusando a empresa chinesa de tecnologia de utilizar quase 25.000 contas falsas para acessar o Claude e copiar suas tecnologias por meio de técnicas de destilação, com o objetivo de treinar seus próprios modelos de inteligência artificial (IA) Qwen a um custo menor.

A empresa norte-americana de IA especifica em seus termos de uso que é totalmente proibido utilizar o Claude para treinar e desenvolver outros modelos de IA. Além disso, já manifestou em diversas ocasiões sua intenção de impedir que empresas estrangeiras de IA tenham acesso aos seus modelos mais avançados para desenvolver seus próprios modelos de IA.

Nesse contexto, a Anthropic acusou agora a gigante tecnológica chinesa Alibaba de organizar uma campanha em grande escala para acessar de forma “ilícita” as capacidades de IA mais avançadas do Claude, por meio de quase 25.000 contas fraudulentas vinculadas ao laboratório de IA Qwen.

Foi o que a empresa denunciou em uma carta compartilhada com senadores dos Estados Unidos e funcionários da Casa Branca, à qual a Bloomberg também teve acesso, e na qual se detalha que a operação da Alibaba totalizou 28,8 milhões de transações com o Claude registradas entre abril e junho deste ano, por meio das referidas contas fraudulentas.

O documento também detalha que a intenção da Alibaba era copiar tecnologias como a engenharia de software e o raciocínio automatizado integrados ao Claude para, posteriormente e por meio de técnicas de destilação, utilizá-las em seus próprios modelos de IA — neste caso, treinando o Qwen.

A esse respeito, a Anthropic criticou esse tipo de ação, alegando que tanto a Alibaba quanto outras empresas chinesas de IA utilizam os resultados de modelos de IA norte-americanos sem autorização para desenvolver seus próprios modelos com capacidades semelhantes, mas a um custo muito menor, “sem arcar com os custos de treinamento e P&D necessários para treinar os modelos de ponta dos Estados Unidos”, conforme destacou.

Além disso, a empresa de tecnologia alertou que esses sistemas ilícitos são mais propensos a falhar em termos de medidas de segurança, representando um risco para os usuários e administradores que os utilizam. Portanto, apelou à colaboração entre o governo e a indústria norte-americanos na área de IA para propor e implementar medidas que ponham fim a esse tipo de prática.

A Anthropic também afirmou que este caso foi a maior tentativa de aproveitamento de suas tecnologias por parte de uma empresa chinesa. A esse respeito, vale lembrar que, em fevereiro deste ano, a empresa já havia acusado empresas chinesas como a DeepSeek e a Moonshot de realizar ataques de destilação e abusar de seu modelo Claude com o objetivo de se aproveitar de suas capacidades e aprimorar seus próprios modelos.

Essas acusações surgiram após se saber recentemente que a Alibaba entrou com uma ação judicial contra o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, bem como contra o secretário de Defesa, Pete Hegseth, e outros funcionários americanos, após ter sido incluída, no início de junho, na lista de “empresas militares chinesas” do Pentágono, solicitando judicialmente a anulação desse registro.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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