Kike Rincón - Europa Press - Arquivo
Exorta o governo a “continuar exigindo sua libertação” e a “manter a assistência consular de forma constante”
Está previsto que os dois ativistas compareçam neste domingo às 8h (horário da Espanha) perante um tribunal israelense
MADRID, 8 (EUROPA PRESS)
A ONG Anistia Internacional (AI) pediu nesta sexta-feira a libertação “imediata” e “incondicional” dos dois ativistas que participavam da Frota Global Sumud com destino a Gaza, incluindo Saif Abukeshek, de origem palestina e nacionalidade sueco-espanhola.
Junto a ele está o ativista brasileiro Thiago Ávila, e ambos declararam greve de fome após denunciarem atos de tortura e maus-tratos. “Israel apresentou uma lista de acusações infundadas, mas não apresentou acusações formais. A detenção desses ativistas destaca as consequências perigosas de décadas de impunidade pelas constantes atrocidades cometidas por Israel. Eles devem ser libertados imediatamente e sem condições”, afirmou Esteban Beltrán, diretor da Anistia Internacional na Espanha.
Está previsto que ambos compareçam no próximo domingo, 10 de maio, às 9h (hora local, 8h na Espanha) perante o Tribunal Distrital de Beerseba, depois que um tribunal da cidade israelense de Ashkelon prorrogou sua detenção por seis dias.
De acordo com o Centro Jurídico para os Direitos das Minorias Árabes em Israel (Adalah), organização que exerce sua defesa legal, os dois ativistas denunciaram “ameaças, torturas e outros maus-tratos durante sua detenção”. Entre as denúncias estão intimidação, abuso psicológico, espancamentos, isolamento em celas com a luz acesa 24 horas por dia, ameaças de morte durante interrogatórios prolongados e transferências e exames médicos com os olhos vendados.
Abukeshek e Ávila estão atualmente em greve de fome. No caso de Saif Abukeshek, além disso, ele deixou de ingerir líquidos, conforme confirmado pela Anistia, que enfatizou a importância de lembrar o “histórico de abusos documentados contra palestinos detidos por Israel”. Assim, a organização expressou sua especial preocupação com a situação de Abukeshek, que nasceu no campo de refugiados de Askar, em Nablus, na Cisjordânia.
PETIÇÃO AO GOVERNO ESPANHOL
A Anistia aproveitou a ocasião para instar o governo espanhol a “continuar exigindo a libertação do ativista” e “manter a assistência consular de forma constante”. “O presidente do Governo, Pedro Sánchez, acusou publicamente Israel de violar o direito internacional ao atacar uma frota civil em águas que não lhe pertencem e reiterou seu pedido à União Europeia para suspender o acordo de associação com Israel”, lembrou a organização.
A estas declarações somam-se as do ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, que convocou por duas vezes a encarregada de negócios da Embaixada de Israel em Madri para transmitir a “condenação mais enérgica” do governo pela detenção “ilegal” do ativista e exigir sua libertação.
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